Filme muito raro de 1962, de Richard Williams - este é seu segundo ou terceiro filme depois de The Little Island, do mesmo ano que Love Me Love Me Love Me.
achei do caralho essa animação empregada nesse trabalho esquecido e de caráter fragmentário; nada como uma boa leitura certeira e aguda sobre o ser humano! deve até mesmo existir alguma dúvida de terminologia: esses singelos e verdadeiros comentários apontam para a condição humana ou para a natureza humana? pra mim ainda existe alguma indefinição nisso tudo; por vezes nossas taras e fetiches ideológico-metafísicos parecem condenações existenciais intrinsecamente ligadas aos terrores indecifráveis da nossa consciência — será que nossa inclinação para inventar ficções é a mesma inclinação que faz os órgãos continuarem funcionando? ("todo homem tem pulmão, coração, cérebro e uma bandeira (...) alguns não tem cérebro... mas um homem sem bandeira? impossível!") — outras vezes penso que toda a desgraça da existência não passa de um vício culturalmente transmissível
achei do caralho essa animação empregada nesse trabalho esquecido e de caráter fragmentário; nada como uma boa leitura certeira e aguda sobre o ser humano! deve até mesmo existir alguma dúvida de terminologia: esses singelos e verdadeiros comentários apontam para a condição humana ou para a natureza humana? pra mim ainda existe alguma indefinição nisso tudo; por vezes nossas taras e fetiches ideológico-metafísicos parecem condenações existenciais intrinsecamente ligadas aos terrores indecifráveis da nossa consciência — será que nossa inclinação para inventar ficções é a mesma inclinação que faz os órgãos continuarem funcionando? ("todo homem tem pulmão, coração, cérebro e uma bandeira (...) alguns não tem cérebro... mas um homem sem bandeira? impossível!") — outras vezes penso que toda a desgraça da existência não passa de um vício culturalmente transmissível