A série 'A Lei Secreta', em primeira vista pode parecer meio clichê: um drama investigativo que corre atrás de traficantes inescrupulosos que vivem na América Latina.
Já podemos dizer que vimos isso em outros como Fariña e El Chapo, por exemplo (ambos originais Netflix), além de outras dezenas de produções, como séries, minisséries, e também diversos filmes que falam de Pablo Escobar (incluindo a série Narcos, que você pode assistir na Netflix). Talvez o mais famoso traficante do mundo seja um dos que mais ganhou cinebiografias. Esse tema estreou mais um longa baseado em sua vida, “Escobar – A Traição”, com Javier Bardem.
De certa forma, a série A Lei Secreta que estreia na Netflix traz esse mesmo espírito, com uma diferença que pode parecer pouca, mas é de extrema importância para a história: a equipe de investigação é formado por mulheres.
A Lei Secreta: uma história absurdamente real
Por incrível que possa parecer, a história é real e aconteceu na Colômbia. Essa equipe, formada inteiramente por mulheres, combateu os traficantes na região e fez história. Evidentemente, há licenças poéticas para destacar ainda mais as atitudes heroicas das investigadoras. Mas não dá para dizer que isso não acontece em nenhuma outra produção do tipo. O interessante é acompanhar a trajetória de cada uma delas em diferentes missões, o que é feito com muito capricho.
Cada uma delas tem uma função específica na narrativa: precisam buscar, prender ou aniquilar os mais importantes e poderosos narcotraficantes do país.
Essa divisão em tarefas a princípio confunde o espectador, pois são várias linhas narrativas que precisam ser acompanhadas para não perder o fio da meada. Agora depois de algum tempo assistindo, acostuma-se e fica fácil de seguir.
Essa história real ganha as telas na Netflix em um momento em que, por conta da situação aqui no Brasil, a questão das drogas e do combate aos traficantes ganha mais relevância. Talvez A Lei Secreta demonstre que, com organização e método, sem a bagunça institucional que permite o crescimento de guerrilhas comandadas por traficantes, é possível combater esse mal.
Atuações acima da média
A Lei Secreta, como é de se esperar pela sua história, dá um destaque gigante para as mulheres. Todas as protagonistas estão acima da média no que diz respeito a atuação, e essa é uma grande vantagem – o enredo por vezes pode soar um tanto quanto falso, rocambolesco, por mais que se jure que tudo que vemos é baseado estritamente na realidade.
Não há alguma que se destaque mais. Todo o time atua bem e joga a favor da produção. Luna Baxter, Juana del Rio, Valeria Galvis e Viña Machado dão um show e fazem com que, em poucos episódios, estejamos torcendo por elas.
No fim das contas, essa primeira temporada é uma grande pedida para quem gosta de ação, aventura, e ainda pode ter a oportunidade de acompanhar o empoderamento dessas mulheres.
Sim, pois não é fácil realizar esse tipo de trabalho que é dominado amplamente por um ambiente machista e opressor. Elas mostram que, mesmo com tudo, podem se afirmar e caçar bandidos melhor do que muito homem por aí. E disso nem é preciso desconfiar de uma licença poética no enredo: é a grande realidade de muitas, em todos os tipos de emprego mundo afora.
A Lei Secreta é uma série policial que vai mostrar a rotina de uma equipe de agentes da Inteligência composta majoritariamente por mulheres. Essas agentes irão se infiltrar em uma enorme organização de narcotraficantes a fim de descobrir quem é o verdadeiro chefe do grupo e assim derrubar um cartel de drogas.
Alejandra (Valeria Galvis), uma mula do tráfico que é presa no aeroporto. Ela tem duas opções: ser presa ou se tornar uma agente da Inteligencia e ajudar na busca pelos narcotraficantes. Sua missão é conquistar a confiança de Lerner Junior, filho do ex-líder do tráfico que fora morto dez anos antes.
As agentes Sandra, Amelia e Tatiana são agentes há mais tempo. Sandra (Niña Machado) está aguardando essa última missão para poder se mudar pra Espanha com o filho que sonha em ser jogador de futebol. Junto com seu parceiro de trabalho Sebastian/Coyote (Tommy Vásquez), terão a missão de vigiar o banqueiro responsável por lavar todo o dinheiro do tráfico.
Amelia (Juana Del Rio) está há três anos na selva colombiana e tem como missão se infiltrar como cozinheira no acampamento de Alias Bigotes, um dos chefes do tráfico e conseguir o máximo de informações possíveis.
Tatiana (Luna Baxter) irá se envolver na vida do chefe dos pilotos responsável pelo transporte de todo o carregamento das drogas da organização. Sua missão é acessar informações importantes sobre as rotas de transporte e sobre o chefe apelidado de Blue Fish.
O que achei mais impressionante é que (mesmo sabendo da existência da licença poética), essa série é baseada em uma história real ocorrida na Colômbia. Essas mulheres além de agentes, são mães, filhas, esposas, tias, irmãs e enfrentam inimigos perigosos arriscando suas vidas e muitas vezes a vida de seus familiares em busca de cumprir um dever maior que é lutar pelo seu país.
Vale ainda destacar a belíssima atuação das protagonistas e como é importante uma série que dê tanto destaque às mulheres, principalmente, em um ambiente totalmente dominado por homens. É claro que não podemos desmerecer o trabalho dos atores que também participaram desse belo trabalho.
Achei válida também uma pequena discussão feita por duas personagens acerca da descriminalização das drogas que apesar de rápido, o diálogo foi bastante pertinente. Além disso, é mostrado também o mundo das drogas na perspectiva de uma usuária, como a droga destruiu sua vida e o seu convívio com a família.
A Lei Secreta tem uma trama envolvente, com muita ação e aventura que prende o espectador do início ao fim. Recomendo a todos que curtem uma boa trama policial, agora aviso logo que se planejem bem, pois eu não consegui fazer mais nada depois que comecei a assisti-la.
A série é composta por 60 capítulos com duração, em média, de 45 a 47 minutos. Todos os episódios estão disponíveis na Netflix. A Lei Secreta é produzida por Juliana Barrera e conta com a direção de Andrés Beltrán, Mateo Stivelberg e Carlos Mario Urrea.
A série 'A Lei Secreta', em primeira vista pode parecer meio clichê: um drama investigativo que corre atrás de traficantes inescrupulosos que vivem na América Latina.
Já podemos dizer que vimos isso em outros como Fariña e El Chapo, por exemplo (ambos originais Netflix), além de outras dezenas de produções, como séries, minisséries, e também diversos filmes que falam de Pablo Escobar (incluindo a série Narcos, que você pode assistir na Netflix). Talvez o mais famoso traficante do mundo seja um dos que mais ganhou cinebiografias. Esse tema estreou mais um longa baseado em sua vida, “Escobar – A Traição”, com Javier Bardem.
De certa forma, a série A Lei Secreta que estreia na Netflix traz esse mesmo espírito, com uma diferença que pode parecer pouca, mas é de extrema importância para a história: a equipe de investigação é formado por mulheres.
A Lei Secreta: uma história absurdamente real
Por incrível que possa parecer, a história é real e aconteceu na Colômbia. Essa equipe, formada inteiramente por mulheres, combateu os traficantes na região e fez história.
Evidentemente, há licenças poéticas para destacar ainda mais as atitudes heroicas das investigadoras. Mas não dá para dizer que isso não acontece em nenhuma outra produção do tipo. O interessante é acompanhar a trajetória de cada uma delas em diferentes missões, o que é feito com muito capricho.
Cada uma delas tem uma função específica na narrativa: precisam buscar, prender ou aniquilar os mais importantes e poderosos narcotraficantes do país.
Essa divisão em tarefas a princípio confunde o espectador, pois são várias linhas narrativas que precisam ser acompanhadas para não perder o fio da meada. Agora depois de algum tempo assistindo, acostuma-se e fica fácil de seguir.
Essa história real ganha as telas na Netflix em um momento em que, por conta da situação aqui no Brasil, a questão das drogas e do combate aos traficantes ganha mais relevância. Talvez A Lei Secreta demonstre que, com organização e método, sem a bagunça institucional que permite o crescimento de guerrilhas comandadas por traficantes, é possível combater esse mal.
Atuações acima da média
A Lei Secreta, como é de se esperar pela sua história, dá um destaque gigante para as mulheres. Todas as protagonistas estão acima da média no que diz respeito a atuação, e essa é uma grande vantagem – o enredo por vezes pode soar um tanto quanto falso, rocambolesco, por mais que se jure que tudo que vemos é baseado estritamente na realidade.
Não há alguma que se destaque mais. Todo o time atua bem e joga a favor da produção. Luna Baxter, Juana del Rio, Valeria Galvis e Viña Machado dão um show e fazem com que, em poucos episódios, estejamos torcendo por elas.
No fim das contas, essa primeira temporada é uma grande pedida para quem gosta de ação, aventura, e ainda pode ter a oportunidade de acompanhar o empoderamento dessas mulheres.
Sim, pois não é fácil realizar esse tipo de trabalho que é dominado amplamente por um ambiente machista e opressor. Elas mostram que, mesmo com tudo, podem se afirmar e caçar bandidos melhor do que muito homem por aí. E disso nem é preciso desconfiar de uma licença poética no enredo: é a grande realidade de muitas, em todos os tipos de emprego mundo afora.
Inteligência no combate ao narcotráfico
A Lei Secreta é uma série policial que vai mostrar a rotina de uma equipe de agentes da Inteligência composta majoritariamente por mulheres. Essas agentes irão se infiltrar em uma enorme organização de narcotraficantes a fim de descobrir quem é o verdadeiro chefe do grupo e assim derrubar um cartel de drogas.
Logo no início da trama vamos conhecer
Alejandra (Valeria Galvis), uma mula do tráfico que é presa no aeroporto. Ela tem duas opções: ser presa ou se tornar uma agente da Inteligencia e ajudar na busca pelos narcotraficantes. Sua missão é conquistar a confiança de Lerner Junior, filho do ex-líder do tráfico que fora morto dez anos antes.
As agentes Sandra, Amelia e Tatiana são agentes há mais tempo. Sandra (Niña Machado) está aguardando essa última missão para poder se mudar pra Espanha com o filho que sonha em ser jogador de futebol. Junto com seu parceiro de trabalho Sebastian/Coyote (Tommy Vásquez), terão a missão de vigiar o banqueiro responsável por lavar todo o dinheiro do tráfico.
Amelia (Juana Del Rio) está há três anos na selva colombiana e tem como missão se infiltrar como cozinheira no acampamento de Alias Bigotes, um dos chefes do tráfico e conseguir o máximo de informações possíveis.
Tatiana (Luna Baxter) irá se envolver na vida do chefe dos pilotos responsável pelo transporte de todo o carregamento das drogas da organização. Sua missão é acessar informações importantes sobre as rotas de transporte e sobre o chefe apelidado de Blue Fish.
O que achei mais impressionante é que (mesmo sabendo da existência da licença poética), essa série é baseada em uma história real ocorrida na Colômbia. Essas mulheres além de agentes, são mães, filhas, esposas, tias, irmãs e enfrentam inimigos perigosos arriscando suas vidas e muitas vezes a vida de seus familiares em busca de cumprir um dever maior que é lutar pelo seu país.
Vale ainda destacar a belíssima atuação das protagonistas e como é importante uma série que dê tanto destaque às mulheres, principalmente, em um ambiente totalmente dominado por homens. É claro que não podemos desmerecer o trabalho dos atores que também participaram desse belo trabalho.
Achei válida também uma pequena discussão feita por duas personagens acerca da descriminalização das drogas que apesar de rápido, o diálogo foi bastante pertinente. Além disso, é mostrado também o mundo das drogas na perspectiva de uma usuária, como a droga destruiu sua vida e o seu convívio com a família.
A Lei Secreta tem uma trama envolvente, com muita ação e aventura que prende o espectador do início ao fim. Recomendo a todos que curtem uma boa trama policial, agora aviso logo que se planejem bem, pois eu não consegui fazer mais nada depois que comecei a assisti-la.
A série é composta por 60 capítulos com duração, em média, de 45 a 47 minutos. Todos os episódios estão disponíveis na Netflix. A Lei Secreta é produzida por Juliana Barrera e conta com a direção de Andrés Beltrán, Mateo Stivelberg e Carlos Mario Urrea.