O desejo de extermínio movido pela vontade de manutenção de um poder já estabelecido. Não há espaço para reflexão e compaixão. O universo já está contaminado demais. Quem não pertence ao grupo já estabelecido não merece usufruir dos mesmos privilégios e muito menos da mesma magia. Quando se é cego, não se enxerga que novos olhares possam existir e que outras gerações podem ser poderosas.
Viver seu destino e cumprir quem você deve ser têm imenso valor. Contudo, não há mais espaço para que essa masculinidade e essas pessoas se salvem nesse universo. Talvez o mundo possa ter esperança após a total purificação que põe fim a valores totalmente arcaicos, à violência cruel e à maldade que usa poderes místicos e religiosos. Filme de tradições, sequências e particularidades deveras fascinantes.
A obra já nos joga em seu terreno de ação e misticismo de forma imediata. Fica a sensação de que, se os personagens fossem um pouquinho menos unilaterais e a história contextualizasse levemente algumas razões (nada que mudasse o ritmo e a cara da narrativa, obviamente), o filme seria ainda melhor. Ainda assim, trata-se de uma obra rica e que fascina em vários momentos. 'A Luz' e o cinema africano, em geral, deveriam ser muitíssimo mais consumidos do que são.
E o final, hein? Poderosíssimo. Sensacional, mesmo. Eu não esperava um final digno dos melhores westerns.
O fim das lágrimas e do sofrimento feminino torna inevitavelmente o mundo muito melhor. E, aliado à liderança das mulheres, a paz e a liberdade infantil, talvez assim tenhamos a melhor solução para um recomeço totalmente novo.
Feliz de quem gostou. Pra mim não rolou, foi a junção de dois tipos de filme que costumo não gostar: fantasia e roteiros sem explicação. Mas vale a pena para conhecer um pouco do cinema daquele lado do mundo. Destaque para a exuberância da savana africana. Nota 6,0.
Parente próximo do gênero fantasia com o arco do herói mítico, como Star Wars - Uma Nova Esperança e A Fortaleza Escondida. Mas aqui em versão africana, com a ritualística religiosa da tribo bambara levada à sério para dar vida aos contornos fantasiosos.
Não é todo mundo que vai conseguir entrar na vibe do longa, que acertadamente não busca se adaptar ao público externo ao Mali e nunca se desculpa por ter sua própria identidade.
Eu consegui entrar (embora nem sempre) na vibe e embarquei bem na aventura, a qual é muito beneficiada pela exploração deslumbrante das locações.
Bom elenco, com destaque para o rei e o protagonista. E a rainha jovem é um tesão, hein!
Encontrado por obra e graça do acaso em boa qualidade de imagem e legendado em português brasileiro no YouTube.
Tempo de trevas.
O desejo de extermínio movido pela vontade de manutenção de um poder já estabelecido.
Não há espaço para reflexão e compaixão. O universo já está contaminado demais.
Quem não pertence ao grupo já estabelecido não merece usufruir dos mesmos privilégios e muito menos da mesma magia.
Quando se é cego, não se enxerga que novos olhares possam existir e que outras gerações podem ser poderosas.
Viver seu destino e cumprir quem você deve ser têm imenso valor. Contudo, não há mais espaço para que essa masculinidade e essas pessoas se salvem nesse universo. Talvez o mundo possa ter esperança após a total purificação que põe fim a valores totalmente arcaicos, à violência cruel e à maldade que usa poderes místicos e religiosos.
Filme de tradições, sequências e particularidades deveras fascinantes.
A obra já nos joga em seu terreno de ação e misticismo de forma imediata. Fica a sensação de que, se os personagens fossem um pouquinho menos unilaterais e a história contextualizasse levemente algumas razões (nada que mudasse o ritmo e a cara da narrativa, obviamente), o filme seria ainda melhor. Ainda assim, trata-se de uma obra rica e que fascina em vários momentos.
'A Luz' e o cinema africano, em geral, deveriam ser muitíssimo mais consumidos do que são.
E o final, hein? Poderosíssimo. Sensacional, mesmo. Eu não esperava um final digno dos melhores westerns.
O fim das lágrimas e do sofrimento feminino torna inevitavelmente o mundo muito melhor.
E, aliado à liderança das mulheres, a paz e a liberdade infantil, talvez assim tenhamos a melhor solução para um recomeço totalmente novo.
Belo
Um filme onde a magia realmente existe.
Feliz de quem gostou. Pra mim não rolou, foi a junção de dois tipos de filme que costumo não gostar: fantasia e roteiros sem explicação. Mas vale a pena para conhecer um pouco do cinema daquele lado do mundo. Destaque para a exuberância da savana africana. Nota 6,0.
STAR WARS BAMBARA
Parente próximo do gênero fantasia com o arco do herói mítico, como Star Wars - Uma Nova Esperança e A Fortaleza Escondida. Mas aqui em versão africana, com a ritualística religiosa da tribo bambara levada à sério para dar vida aos contornos fantasiosos.
Não é todo mundo que vai conseguir entrar na vibe do longa, que acertadamente não busca se adaptar ao público externo ao Mali e nunca se desculpa por ter sua própria identidade.
Eu consegui entrar (embora nem sempre) na vibe e embarquei bem na aventura, a qual é muito beneficiada pela exploração deslumbrante das locações.
Bom elenco, com destaque para o rei e o protagonista. E a rainha jovem é um tesão, hein!
Encontrado por obra e graça do acaso em boa qualidade de imagem e legendado em português brasileiro no YouTube.