O filme retrata um cenário apocalíptico na classe operária, uma visão crítica de uma sociedade onde as classes trabalhadoras estão sujeitas a novas formas de exploração.
- por misturar o tema trabalhista e terror remete muito a trabalhar cansa, mas também pensei muito em arábia enquanto assistia - aqui, claro, é bem mais fantasioso e direto ao ponto - diretor acerta demais em todo o clima que cria, consegue passar sua mensagem com êxito - único pormenor é ser tão curto, queria mais
Tecnicamente é maravilhoso e o roteiro tem um ótimo clima de tensão durante o desenrolar, sem contar a mensagem por trás da história principal. A Máquina Infernal é um bom trabalho de Francis Vogner dos Reis.
Desde antes de Locarno, este era um dos filmes mais aguardados do ano - e não decepcionei-me: o clima é de extrema tensão, lembrando muito (obviamente) o universo tensional de TRABALHAR CANSA. Aqui, entretanto, a lógica do terror é mais explícita, ainda que também sutil: as imagens sobrepostas de desabamento predial e os ruídos onipresentes de grunhidos animalescos assustam-nos bastante. O verdadeiro terror, porém, é a reforma trabalhista, aqui apresentada em seu aspecto tramático mais vilanaz, a maquinização progressiva da existência humana, que é precisamente desumanizada no processo. 'Mise-en-scène' extraordinária e direção de arte muito acertada. Único defeito: ser curto. Ficamos querendo mais e mais... Extraordinário! (WPC>)
- por misturar o tema trabalhista e terror remete muito a trabalhar cansa, mas também pensei muito em arábia enquanto assistia
- aqui, claro, é bem mais fantasioso e direto ao ponto
- diretor acerta demais em todo o clima que cria, consegue passar sua mensagem com êxito
- único pormenor é ser tão curto, queria mais
Tecnicamente é maravilhoso e o roteiro tem um ótimo clima de tensão durante o desenrolar, sem contar a mensagem por trás da história principal. A Máquina Infernal é um bom trabalho de Francis Vogner dos Reis.
*** (Bom)
Desde antes de Locarno, este era um dos filmes mais aguardados do ano - e não decepcionei-me: o clima é de extrema tensão, lembrando muito (obviamente) o universo tensional de TRABALHAR CANSA. Aqui, entretanto, a lógica do terror é mais explícita, ainda que também sutil: as imagens sobrepostas de desabamento predial e os ruídos onipresentes de grunhidos animalescos assustam-nos bastante. O verdadeiro terror, porém, é a reforma trabalhista, aqui apresentada em seu aspecto tramático mais vilanaz, a maquinização progressiva da existência humana, que é precisamente desumanizada no processo. 'Mise-en-scène' extraordinária e direção de arte muito acertada. Único defeito: ser curto. Ficamos querendo mais e mais... Extraordinário! (WPC>)