Após vários anos Irena Gallier (Nastassja Kinski), uma sensual e jovem mulher, encontra Paul (Malcolm McDowell), seu irmão, e descobre horrorizada que pertencem a uma tribo que, na hora do sexo, se transforma em panteras assassinas. Como está apaixonada, mas ainda é virgem, teme em se transformar quando estiver ao lado do diretor do zoológico Oliver Yates (John Heard), o homem que ama. Paralelamente é assediada pelo irmão, que diz que a única relação sexual possível que diz que ela pode ter um relacionamento incestuoso com ele, assim como aconteceu os pais deles, que também eram irmãos e carregavam a mesma maldição.
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"Há um tempo em que as mulheres se transformam." — Uma frase que flerta com o rito de passagem biológico feminino, elevado aqui à monstruosidade literal
Nastassja Kinski possui uma beleza quase felina, e seu olhar transita perfeitamente entre o pavor de uma menina assustada e a predação de uma besta enjaulada
Um pesadelo psicanalítico freudiano
Repressão e o Monstruoso Feminino. Incesto. A Maldição do Determinismo.
A montagem por vezes privilegia o estilo em detrimento da urgência narrativa. Há momentos em que o transe estético beira a letargia
Perda da Ambiguidade
Heard com seu personagem, carece de carisma. Diante da potência bestial de McDowell e Kinski, o protagonista humano soa frequentemente apático
A maldição apaga a capacidade humana de escolha moral, contrariando a vontade livre amparada pela Graça.
Irena tenta controlar os apetites sensitivos, mas o roteiro decreta que a virtude é impotente diante da "maldição da carne".
O mal de Paul não é visto como uma dolorosa privatio boni, mas como um poder predatório inebriante e esteticamente superior.
Um universo cinematográfico calvinista/pagão, onde o sangue profano dita as regras e o Sangue Redentor de Cristo não existe para libertar.
IMPRIMATUR - visto pela primeira vez entre 1987 e 1988:
Outro que sempre via pelos motivos errados... incompreessível para mim na época, mas já conseguia admirar a beleza da Nastassja Kinski.
avaliação em nota: 6.5
- ter o poder de se transformar em pantera deve até ser massa, assustar os outros e correr pela natureza, mas não poder controlar a hora que vai virar e ter que fazer incesto ai perde a graça
- a versão original mostra menos e é bem mais intrigante, mas essa é boa até
Já havia assistido antes, mas nunca dei tanta importância afinal era garoto e o que mais chamou atenção na epoca foi Nastassja, nao sabia que a obra era uma adaptação, mas em fim tem uma ideia bem interessante sobre espécies e maldição, poderia facilmente substituir pantera por lobo ou ate vampiro que daria super certo...New orleans, seu ar gótico, fotografia e luz são perfeitos para isso.
Seu andamento é um thriller sobrenatural com uma pegada bem sexy, papel de sua protagonista no auge de toda beleza Nastassja Kinski, que fala pouco e só desfila e desnuda, Mcdowell aqui esta mais para coadjuvante, tendo para si as cenas mais agressivas, e de explicação capenga, alias essa parte poderia ser um pouco melhorada e meio que picotado em falas tanto dele quanto da Female, meio dizendo e nao dizendo quase nada, além do que descoberta do bonitão lá do zoologico que saca a orra toda e lida como se tivesse descoberto que sorvete e frio...
Não envelheceu mal, ainda tem seu ar de mistério e sensualidade..daria um ótimo remake, com as escolhas certas..
06.10.1998