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Documentário sobre as rotinas de sobrevivência, o estilo de vida e a cultura dos moradores de rua de São Paulo, abordando temas como exclusão social, desemprego, alcoolismo, loucura, religiosidade e, como sugere o próprio título, o roubo da imagem dessas comunidades, promovendo assim uma discussão ética dos processos de estetização da miséria.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Não é esquerdista, portanto nem vitimista, nem romantizado. Bom documentário.
pesado!
Legal eles terem levado o "Povo da rua", para poderem ver o filme, já que alguns deles tinham muitas duvidas sobre oque aconteceria com a imagem que eles cederam as câmeras.
Uma ideia para um novo documentário, é mostrar como eles estão agora, gostaria muito de saber.
No vídeo os moradores de rua demonstram os mais diferentes sentimentos: medo, desesperança, raiva, frustração, impotência e tristeza. Eles se dizem hostilizados e marginalizados e definem-se como um grupo social paralelo aos demais.
Há entre eles uma visível cooperação que beira a amizade, uma vez que, quando se faz parte deste mundo não se sobrevive sem o apoio dos demais. Viver isolado não é uma opção viável diante dos riscos que se corre.
Engana-se quem acredita que esses seres humanos são alienados políticos. Quando questionados a respeito, muitos dizem que a corrupção é a causa de seus tristes destinos, mas a grande maioria compreende que as mudanças almejadas por eles só ocorrerão quando houver a boa vontade dos que dirigem o país. Alguns inclusive conseguem traçar uma linha de pensamento interessante entre política e política partidária, sendo favoráveis à primeira.
A pluralidade também faz parte das ruas. Não é incomum encontrar entre os moradores documentados os usuários de drogas, soropositivos, deficientes físicos ou pessoas com alguma limitação intelectual que foram abandonados por seus familiares por quaisquer um dos motivos citados acima.
O documentário tem como pano de fundo a megalópole de São Paulo, mas não é difícil encontrar realidade semelhante em outras capitais do Brasil. Goiânia, por exemplo, tem uma altíssima concentração de renda e suas diferenças sociais são gritantes.
Além do mais, são poucas as iniciativas do poder público em prol dos moradores de rua, já que é cômodo a eles fechar os olhos para essa realidade.
Embora algumas organizações não governamentais (ONGs), fundações ou entidades religiosas tentem amenizar os efeitos, os desabrigados ficam à deriva dos acontecimentos. pois faltam métodos específicos para reinseri-los na sociedade para que possam sentir novamente na pele o significado do termo "dignidade".
Gostei! A forma como abordam os moradores é bem interassente. E como eles falam, tão naturais e como são sábios esses homens e mulheres.
Gostei bastante de quando eles opinavam sobre o próprio filme também! E do cascavel nunca esquecerei, rs.