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Sinopse
Critica velada da sociedade socialista, mostrada numa divertida comedia ambientada em pequena aldeia da entao Tchecoslovaquia, durante o regime comunista. Filme do consagrado diretor Jiri Menzel ganhou varios premios, inclusive indicacao para Oscar.
Não é uma critica ao socialismo como diz na sinopse, e sim uma crítica a sociedade e seus valores, carrega em tons de humor que vão do subentendido ao pastelão. Nota 6,5.
O razoável diretor Jíri Menzel já tinha vencido um Oscar de melhor longa estrangeiro com "Trens Estreitamente Vigiados" nos anos sessenta, um filme que parece ser o início de uma tradição de comédias tchecas com toques de malícia sexual, o que se veria também em outros cineastas, como o próprio Milos Forman no começo da carreira (e depois ele levaria esse elemento, com grande sucesso, pra Hollywood).
Acho "Trens" bem medíocre e esquecível. No fundo é só o milionésimo filme sobre a Segunda Guerra Mundial a cair nas graças da 'cadimia' de roliúdi. Esse aqui, já com o Menzel mais maduro e que conseguiu novamente uma indicação ao Oscar (mas não venceu), me parece um pouco melhor e me fez rir mais. Tem momentos de comédia sobre sexo e etc realmente funcionais, como a cena do cara no lago pedindo pra mulher contar os segundos que ele fica submerso. Algumas piadas com o personagem mais 'retardado', que sempre coloca o caminhoneiro em apuros, também funcionam.
Mas não chega a ser nada demais e vai ser esquecido pouco depois de visto. Não merece uma cotação tão alta no IMDb, convenhamos. Quem quiser ver comédias do leste europeu também com alta dose de malícia sexual, mas provocativas politicamente e sobretudo brilhantemente dirigidas, procure os romenos "Asfalt Tango" (1992) e sobretudo o genial "Filantrópica" (2002), ambos de Nae Caranfil.
Produção tcheca indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro. O diretor Jíri Menzel, cuja obra é marcada por um humor peculiar, com doses de sarcasmo e provocação, venceu o Oscar nessa mesma categoria com o filme Trens estreitamente vigiados (66).
O motorista de caminhão Pavel e Otik (um rapaz com problema mental que fala pouco e age como uma criança), seu ajudante, são dois moradores de uma cidadezinha do interior. Lembrando Werich e Voskovec, uma dupla cômica do cinema tcheco, e o Gordo e o Magro, eles têm uma propensão para o desastre. Vivendo suas desventuras cotidianas, a dupla vive suas aventuras diárias na pacata cidade, que é cheia de pequenas transgressões. O médico da cidade destrói seu carro regularmente porque está admirando a paisagem, uma adolescente romântica desenvolve uma paixão sem esperança pelo professor da irmã, e uma dona de casa adúltera e seu namorado estão apenas um passo à frente de seu marido desconfiado e impetuoso.
O trabalho de Menzel identifica-se com o cinema nacional na medida em que o humor é um traço muito importante das duas culturas. A obra de Menzel é acessível, sem abrir mão da sátira e da crítica política ao cotidiano, um pouco como as antigas chanchadas brasileiras.
O maluco de walkman, o locutor-poeta, o cuco simpático do Pavek, as paisagens formosas de Ústí nad Labem ou de Orlice-Týniště, a ruiva à beira do lago e o esquema que vai ser mostrado no fim compõem a interessante comédia da Pequena Aldeia.
Não é uma critica ao socialismo como diz na sinopse, e sim uma crítica a sociedade e seus valores, carrega em tons de humor que vão do subentendido ao pastelão. Nota 6,5.
MAIS UMA COMÉDIA TCHECA COM TOQUES DE MALÍCIA
O razoável diretor Jíri Menzel já tinha vencido um Oscar de melhor longa estrangeiro com "Trens Estreitamente Vigiados" nos anos sessenta, um filme que parece ser o início de uma tradição de comédias tchecas com toques de malícia sexual, o que se veria também em outros cineastas, como o próprio Milos Forman no começo da carreira (e depois ele levaria esse elemento, com grande sucesso, pra Hollywood).
Acho "Trens" bem medíocre e esquecível. No fundo é só o milionésimo filme sobre a Segunda Guerra Mundial a cair nas graças da 'cadimia' de roliúdi. Esse aqui, já com o Menzel mais maduro e que conseguiu novamente uma indicação ao Oscar (mas não venceu), me parece um pouco melhor e me fez rir mais. Tem momentos de comédia sobre sexo e etc realmente funcionais, como a cena do cara no lago pedindo pra mulher contar os segundos que ele fica submerso. Algumas piadas com o personagem mais 'retardado', que sempre coloca o caminhoneiro em apuros, também funcionam.
Mas não chega a ser nada demais e vai ser esquecido pouco depois de visto. Não merece uma cotação tão alta no IMDb, convenhamos. Quem quiser ver comédias do leste europeu também com alta dose de malícia sexual, mas provocativas politicamente e sobretudo brilhantemente dirigidas, procure os romenos "Asfalt Tango" (1992) e sobretudo o genial "Filantrópica" (2002), ambos de Nae Caranfil.
Produção tcheca indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro. O diretor Jíri Menzel, cuja obra é marcada por um humor peculiar, com doses de sarcasmo e provocação, venceu o Oscar nessa mesma categoria com o filme Trens estreitamente vigiados (66).
O motorista de caminhão Pavel e Otik (um rapaz com problema mental que fala pouco e age como uma criança), seu ajudante, são dois moradores de uma cidadezinha do interior. Lembrando Werich e Voskovec, uma dupla cômica do cinema tcheco, e o Gordo e o Magro, eles têm uma propensão para o desastre. Vivendo suas desventuras cotidianas, a dupla vive suas aventuras diárias na pacata cidade, que é cheia de pequenas transgressões. O médico da cidade destrói seu carro regularmente porque está admirando a paisagem, uma adolescente romântica desenvolve uma paixão sem esperança pelo professor da irmã, e uma dona de casa adúltera e seu namorado estão apenas um passo à frente de seu marido desconfiado e impetuoso.
O maluco de walkman, o locutor-poeta, o cuco simpático do Pavek, as paisagens formosas de Ústí nad Labem ou de Orlice-Týniště, a ruiva à beira do lago e o esquema que vai ser mostrado no fim compõem a interessante comédia da Pequena Aldeia.
Bom filme! Menzel alterna humor sutil e pastelão com maestria.