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The Girl with a Pistol - Estados Unidos da América
Sinopse
Assunta Patane (Vitti) é uma jovem siciliana que foi não apenas deixada pelo amado, mas desonrada por ele. Disposta a se vingar, ela se arma com uma pistola e viaja para Londres à procura do rapaz a fim de matá-lo.
Produção italiana em Technicolor indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro. O vencedor do ano foi o soviético Guerra e paz (65); no Globo de Ouro, venceu o prêmio de melhor atriz, Monica Vitti. O filme abordou os temas de sequestro de noivas e homicídio de honra, que ainda eram relevantes na cultura do sul da Itália da época e até certo ponto normalizados pela lei italiana.
A voz de Stanley Baker (1928-1976) foi dublada em italiano por outro ator. Carlo Giuffrè (1928-2018) foi dublado por Robert Rietty. Anthony Booth (1931-2017) apareceu com um olho roxo, o que não tem nenhuma relação com o enredo do filme. Estréia da dinamarquesa Yutte Stensgaard, que se destacou no filme Luxúria de vampiros (71) em um dos papéis principais.
Monica Vitti passa da incomunicabilidade de Antonioni para a verve cômica de Monicelli e é o catalisador absoluto desta comédia agradável, quase surreal, que compara as convicções duras e empoleiradas do Sul com um Norte da Europa mais emancipado e "suave". Comédia dramática leve e divertida. Uma bela visão sociológica sobre moral de gênero, empréstimos e tensões culturais, tudo em diferentes doses de destacada diversão.
Chega a ser surreal o tanto de pérolas que a protagonista fala sobre "ser homem", "ser mulher", como cada um deve agir, etc. É de um deboche tremendo em cima da "boa moral italiana" e de toda a ideia de honra,
Filme italiano bem legal de se assistir, com personagens e situações caricaturais que não deixam de ser engraçadas. E também é uma crítica/ridicularização de uma moralidade (e suas consequências) que tanto é hipócrita quanto rotula e condena pessoas e famílias com base em preceitos obtusos.
Monica Vitti incorpora bem a "siciliana à beira de um ataque de nervos", "obrigada" a negar seu fogo sexual, aquela mulher que quer mas tem que fingir que não quer, diante de um contexto de dominação machista que estabelece limites precisos entre a santa e a puta, não permitindo meio termo. Na "ilha da rainha", ela terá contato com outras formas de se estabelecer relações.
Um filme que, apesar de ter uma cara de final dos anos 60, ainda tem sua força e é capaz de envolver o público atual.
Monicelli satiriza, com leveza, as típicas beatas italinas. Hipocrisia e falso-moralismo são abordados c/ inteligência... Destaque p/ Monica Vitti, no auge da beleza...
Bela e divertida comédia de costumes italiana .
Mônica Vitti é um esplendor de beleza .
Produção italiana em Technicolor indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro. O vencedor do ano foi o soviético Guerra e paz (65); no Globo de Ouro, venceu o prêmio de melhor atriz, Monica Vitti. O filme abordou os temas de sequestro de noivas e homicídio de honra, que ainda eram relevantes na cultura do sul da Itália da época e até certo ponto normalizados pela lei italiana.
A voz de Stanley Baker (1928-1976) foi dublada em italiano por outro ator. Carlo Giuffrè (1928-2018) foi dublado por Robert Rietty. Anthony Booth (1931-2017) apareceu com um olho roxo, o que não tem nenhuma relação com o enredo do filme. Estréia da dinamarquesa Yutte Stensgaard, que se destacou no filme Luxúria de vampiros (71) em um dos papéis principais.
Monica Vitti passa da incomunicabilidade de Antonioni para a verve cômica de Monicelli e é o catalisador absoluto desta comédia agradável, quase surreal, que compara as convicções duras e empoleiradas do Sul com um Norte da Europa mais emancipado e "suave". Comédia dramática leve e divertida. Uma bela visão sociológica sobre moral de gênero, empréstimos e tensões culturais, tudo em diferentes doses de destacada diversão.
Chega a ser surreal o tanto de pérolas que a protagonista fala sobre "ser homem", "ser mulher", como cada um deve agir, etc. É de um deboche tremendo em cima da "boa moral italiana" e de toda a ideia de honra,
mas aquele final acaba por conciliar e minimizar toda crítica possível a esses tópicos sexistas e hipócritas, o que é uma pena.
Filme italiano bem legal de se assistir, com personagens e situações caricaturais que não deixam de ser engraçadas. E também é uma crítica/ridicularização de uma moralidade (e suas consequências) que tanto é hipócrita quanto rotula e condena pessoas e famílias com base em preceitos obtusos.
Monica Vitti incorpora bem a "siciliana à beira de um ataque de nervos", "obrigada" a negar seu fogo sexual, aquela mulher que quer mas tem que fingir que não quer, diante de um contexto de dominação machista que estabelece limites precisos entre a santa e a puta, não permitindo meio termo. Na "ilha da rainha", ela terá contato com outras formas de se estabelecer relações.
Um filme que, apesar de ter uma cara de final dos anos 60, ainda tem sua força e é capaz de envolver o público atual.
Monicelli satiriza, com leveza, as típicas beatas italinas. Hipocrisia e falso-moralismo são abordados c/ inteligência... Destaque p/ Monica Vitti, no auge da beleza...