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Data de lançamento
29 Nov. 1973Duração
Jodorowsky interpreta o papel do "alquimista", que reúne um grupo de pessoas que representam os planetas do Sistema Solar. Sua intenção é submeter o grupo a uma série de ritos de natureza mística para que se desprendam da bagagem "mundana", antes de embarcar numa viagem em direção à misteriosa Ilha de Loto. Uma vez na ínsula, iniciam a ascensão à Montanha Sagrada, para substituir os Deuses imortais que em segredo dominam o mundo.
Pedrada do Jodorowsky, daqueles filmes que é impossível ver e não se sentir mexido de algum modo. Em alguns momentos é meio caótico, principalmente no começo. Poucas falas (por alguns instantes achei até que o filme nem fala teria) enquanto simbolismos diversos (envolvendo religiões e diferenças socioeconômicas, com críticas aos ricos, às guerras e a hipocrisia de alguns religiosos) são bombardeados sem dó e sem nem deixar tempo para respirarmos. [spoiler]Aliás, a cena que pegam o cara como molde de crucifixos é muito boa, a quantidade de Cristos me impressionou, o filme parece ter tido uma produção caríssima, vários cenários, vários figurinos, tudo passando em poucos segundos e já troca, com vários personagens também. Aliás, qual o significado dessa cena do molde? Roubaram a força de trabalho dele para lucrar? Enfim, como disse, repleto de simbolismos e interpretações.
Já o segundo ato começa a ser mais sobre narração, com alguns simbolismos (um pouco) mais óbvios (vênus luxúria, marte guerra) e ritmo menos frenético. Aliás, tudo que não tinha de fala no primeiro ato tem no segundo, com tudo sendo narrado, deixando bem explicitas as críticas. Acho que esse segundo ato, por mais interessante (narrativa e visualmente) que tenha sido, poderia ter sido encurtado. Incha demais o filme e foi responsável por cair um pouco no meu conceito.
E, bem, vemos que o conceito dos Legendários foi criado pelo Jodorowsky. Grupo com características religiosas para moldar o caráter (inclusive abdicando de certos pecados) e formado majoritariamente por pessoas de elite e que buscam seu objetivo subindo montanha kkkkkk.
Aí o terceiro ato mescla um pouco. Temos narração e simbolismos mais equilibrados. E então temos o final que é meio... bom, difícil definir. Niilista, talvez? Ou tudo teria propósito? Buscar alcançar a imortalidade para no fim ser a jornada que importa como fator transformador? Mas, e daí? Já que tudo não passa de um filme, nada aconteceu. Pois é, não sei se esse final de tudo ser um filme foi para ter impacto ou se foi algo orgânico com o propósito de trazer algum ensinamento ou reflexão. Realmente, não sei ainda o que pensar sobre isso.
Nota: 8.4.
Troféu pika das galáxias em AULAS e PALESTRAS vc quer A Montanha Sagrada?? Pois eu te dou!!!!
Eh aulas e aulas porra, apreciadores de lisergia e leitura sobre tudo vão entender BEM o recado deste filme!
The Holy Mountain 1973, no Brasil A Montanha Sagrada. Já não é o meu estilo de filme. Até aceito uma ou outra coisa que fica aberta à interpretação, ou cenas que representam algo em vez de serem diretas e mostrarem claramente o que é — tudo bem, isso é aceitável. Mas um filme inteiro assim, sinceramente prefiro algo mais convencional.
Mesmo assim, não poderia deixar de ver esse título tão falado e comentado dentro do gênero, mesmo correndo o risco de não gostar. E foi exatamente o que aconteceu: achei o filme bem mais longo do que o necessário e extremamente viajado, pra dizer o mínimo.
Sinceramente, o que mais me agradou foi a fotografia bem colorida. A produção deve ter dado um trampo do caralho, mas acho que foi só isso. No final, não passou disso pra mim.
E pelo que pesquisei aqui, o filme não foi feito para ter uma história lógica. É uma alegoria espiritual cheia de símbolos (tarô, alquimia, cristianismo, budismo, capitalismo etc.). A história principal é simples: um homem deixa de viver pelo ego para buscar iluminação,
e no fim descobre que nem o filme nem a iluminação externa importam.
1. O ladrão no deserto
Representa o ser humano "adormecido".
Ele é o Louco do tarô: alguém no início da jornada espiritual.
2. A cidade
Tudo é falso: religião, guerra, comércio, sexo e poder.
As pessoas transformam até Jesus em produto para vender.
3. O Alquimista
É o mestre espiritual.
Quando transforma fezes em ouro, diz: "Você pode transformar sua pior versão em algo valioso."
Não é magia; é transformação interior.
4. Os sete poderosos
Cada um representa um planeta e um pecado/defeito humano:
Vênus = vaidade
Marte = guerra
Júpiter = riqueza
Saturno = controle
Urano = política
Netuno = repressão
Plutão = poder
5. Queimar dinheiro e bonecos
Abandonam riqueza e ego.
Morrem simbolicamente para renascer.
6. A viagem
Cada ritual serve para desapegar de desejos, medos e orgulho.
7. A Ilha de Lótus
Representa as distrações da vida.
Muitos desistem da busca verdadeira por prazeres temporários.
8. A subida da montanha
Cada personagem enfrenta seus próprios defeitos.
A iluminação exige abandonar o ego.
9. Os imortais
Não existem.
São apenas bonecos.
A mensagem: ninguém vai entregar a verdade para você.
10. Final
(a câmera aparece)
O Alquimista quebra a quarta parede.
Ele manda a câmera dar zoom para trás e revela que tudo era um filme.
A frase "Vida real espera por nós" significa:
pare de procurar respostas em filmes, religiões ou gurus;
viva a própria vida e encontre seu próprio caminho
Assistido em 21/06/2026
Passei o filme todo fascinado, imaginando cmo será que alguém imaginou u pensou naquiklo que eu tava vendo. O visual é simplesmente incrível, fantástico, ainda mais pra época. São tantos cenários, e ue aparecem por pouco tempo. Mesmo sendo bem onírico, ainda dá pra entender bem, não é tão complicado, só é bem criativo e imaginativo. Perto do fim ele vai ficando mais sóbrio, realista. E minha nossa, o que é aquela última cena? Realmente não esperava por aquilo, me desmontou inteiro, fiquei totalmente sem reação, em choque. Aí tive certeza da razão pela qual é um filme genial.
Magnífico.