Dirigido por
Data de lançamento
24 Julho 2018Duração
Um monstro gigantesco batizado de Apocalypse surge do mundo subterrâneo para começar uma destruição em massa na cidade de Metrópolis. A Liga da Justiça precisa intervir imediatamente, mas parece que só os poderes do Superman são compatíveis com o do terrível monstro. Em uma luta mortal, o destino do super-herói torna-se incerto.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
A animação é muito boa, melhor que a versão de 2007. Apesar de não desenvolver muito o Apocalypse, que mais parece um evento catastrófico como um terremoto em alta escala, creio que não seja um erro significativo para a história. Todavia, o final foi apressado, deixando as pistas para o próximo filme (Reino), assim como as quatro cenas pós-créditos.
Caiu uma lágrima. 😢
25.01.2026
O Superman finalmente descobre que soco também machuca… quando o inimigo é basicamente um tijolo com ódio.
DC gosta de sofrer e aqui sofre bonito.
Adaptação fiel e emocionalmente eficaz.
O impacto da morte é bem construído, e os personagens ao redor ganham peso.
Funciona melhor pra quem acompanha o universo animado.
Todo herói morre duas vezes: primeiro quando perde a fé em si mesmo, e depois quando o público se emociona com a ressurreição. A Morte do Superman tenta reencenar esse ritual com uma honestidade quase trágica. O invencível, de repente, sangra. E há algo de poético (e um pouco cômico) em ver o símbolo máximo da esperança tentando sobreviver à própria mitologia enquanto o mundo inteiro o observa, celular na mão, filmando o fim.
O filme parte de uma pergunta antiga e impossível: o que acontece quando o ideal morre Superman sempre foi o espelho do melhor de nós, portanto, o lembrete de tudo que não somos. A animação, porém, tem a coragem de arrancar o manto da divindade e mostrar o homem por trás da capa: cansado, vulnerável e ainda tentando sorrir pra Lois Lane como se não soubesse o que vem a seguir. É bonito, trágico e irônico ver o maior símbolo de força sendo derrotado não apenas por um monstro chamado Apocalypse, mas por algo mais devastador do peso da própria expectativa.
Clark e Lois carregam o núcleo emocional da história, um amor que sabe que o tempo acabou, mas finge que não. A dublagem dá o tom exato entre heroísmo e desespero, e o elenco da Liga da Justiça, como sempre, funciona mais como coro trágico do que como companheiros de batalha. Eles não estão ali pra salvar o dia, mas pra testemunhar o sacrifício. No fundo, é isso que o filme quer dizer: ser Superman não é vencer, é cair de forma tão grandiosa que o mundo precise de esperança pra se reerguer.
Visualmente, o filme tem uma linguagem sólida e madura: sombras fortes, contrastes vivos e uma paleta que vai desbotando conforme a luta se aproxima do fim. A animação não reinventa a estética dos quadrinhos, mas sabe usá-la pra comunicar o inevitável. A cidade de Metrópolis parece sufocada, o céu pesa, e cada soco é menos espetáculo e mais sentença. É o tipo de filme em que o silêncio entre os golpes fala mais do que a pancadaria em si.
No fim, A Morte do Superman é menos sobre o fim de um herói e mais sobre a morte de uma ideia. A morte da infalibilidade, da pureza, da certeza de que o bem sempre vence.
E ainda assim, há algo absurdamente comovente no último suspiro de alguém que sabia que ia perder e mesmo assim, sorrindo, sangrando, acreditando. Superman morre, o mito se recicla, e nós continuamos assistindo, porque talvez precisemos lembrar que até os deuses caem.
E quando caem… o céu ainda continua azul.
Animação da DC e Sam Liu fazendo parte da direção, é quase certeza de coisa boa pela frente. A Morte do Superman é sem dúvidas uma das melhores adaptações do Universo DC. A história é bem fluida e repleta de inúmeras cenas de ação maravilhosas. Um dos finais mais emocionantes da história dos super-heróis.
**** (Ótimo)