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Data de lançamento
4 Set. 2025Duração
A Mulher da Fila acompanha a história real de Andrea (Natalia Oreiro), uma mulher que tem a vida virada de cabeça pra baixo quando o seu filho de 18 anos é falsamente acusado de um delito e acaba dentro de uma prisão. Agora, toda a sua vida precisará ser dedicada a uma batalha contra o sistema judiciário, que se torna cada dia mais burocrático. Descobrindo que há também outras mulheres na mesma luta, aos poucos Andrea conquistará a confiança delas. Apesar de toda a sua luta, apenas uma paixão será capaz de destruir os seus próprios preconceitos, valores e crenças negativas acerca daqueles que estão afastados da sociedade.
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Grata surpresa. O fato de ser baseado em fatos reais, salva uma questão ou outra de roteiro. Vale a pena.
No começo odiei, a mãe muito reativa, incomodava muito porque não senti empatia. Depois até que gostei. Só acho que tinha que dar uma segurada nas reações extremas.
Pensei que era suspense, mas é um drama insuportável de chato. A mãe do rapaz uma desvairada da boca suja.
Drama, drama, drama… Argentino.<br/>Coitada dessa mãe!!<br/>Ter que manter “aparências” diante da sociedade que julga, fora a vergonha, decepção, tristeza… um filho que “Só” parecia bonzinho… apesar de tudo, encontrou solidariedade nas pessoas que passam pela “mesma situação” e de quebra um amor “improvável”… eita! carrossel de sentimentos!<br/>Baseado em fatos reais, fiquei curiosa!<br/>Razoável!<br/>Serve como passatempo!
Nota: ⭐️⭐️ e 1/2
O tema do filme me interessa — uma mãe que vê o filho adolescente ser preso e precisa aprender, à força, o que significa atravessar o sistema penitenciário do lado de fora. Ainda assim, havia uma suspeita inicial: a de que o filme pudesse pesar a mão, insistir na dor o tempo todo, como se o sofrimento precisasse ser constantemente reafirmado para gerar empatia.
No começo, achei que essa suspeita se confirmaria. A protagonista já surge apanhando da polícia, ouvindo negativas sucessivas dos funcionários, impedida de ver o filho. Não que eu tenha qualquer problema com um filme que se estrutura a partir do sofrimento — isso é esperado, quase inevitável, num drama sobre alguém que passa a conviver com o sistema penitenciário. O incômodo está na maneira como esse sofrimento é apresentado como descoberta. A protagonista chega à prisão como quem atravessa um portal para outro mundo, parecendo não saber — ou não querer saber — que existe ali um ecossistema próprio, feito de regras, hierarquias silenciosas e pactos de sobrevivência, e que outras mães atravessam exatamente o mesmo calvário. Há uma ingenuidade que me soa pouco crível. Não no sentido de desconhecer os detalhes do sistema, mas de se mostrar surpresa demais com a lógica básica da prisão. Quem já viveu um pouco, quem já acumulou linhas de expressão suficientes, sabe: prisão é um lugar hostil. Se é um inferno para quem está dentro, imagine para quem tenta acessar alguém de lá. Entendo que essa escolha faz parte da estrutura do filme — acompanhamos a jornada dela do colapso à adaptação —, mas esse ponto de partida excessivamente ingênuo me afastou um pouco no início. Nesse começo, a protagonista também testa a paciência. Sua convicção absoluta de que o filho é um anjo injustiçado, o modo como age como se sua dor fosse maior que a dos outros, a dificuldade de entender a lógica daquele espaço criam atrito. Felizmente, isso muda.
Quando ela começa a compreender quem o filho realmente é, o drama ganha outra espessura. Ele não é apenas vítima: participou, se envolveu, pertence a uma engrenagem maior. E a mãe é forçada a lidar com essa fratura sem deixar de ser mãe. A partir daí, La Mujer de la Fila se torna mais interessante: menos sobre inocência e mais sobre adaptação. Ela perde certezas, perde o emprego, perde a versão confortável de si mesma — e aprende a sobreviver dentro de um sistema que não oferece redenção, apenas continuidade. O filme encontra força ao abrir a narrativa para outras mães e familiares. As rodas de conversa, os relatos cruzados, a percepção de que aquela dor não é excepcional, mas estrutural.
Há momentos de tensão tão bem construídos que o filme quase flerta com o suspense, especialmente quando a protagonista se aproxima de figuras mais perigosas. Uma cena em particular, dentro de um carro, cria a sensação de que algo pode acontecer a qualquer momento. Nada se concretiza no sentido tradicional do gênero, mas o desconforto permanece — e isso basta.
La Mujer de la Fila funciona melhor quando entende que o drama não está apenas nos obstáculos institucionais, mas na adaptação silenciosa. Na maneira como essa mulher aprende a esperar, a se calar quando precisa, a ocupar seu lugar entre outras mulheres marcadas pela mesma experiência. No fim, trata-se de aprender a ficar. Porque, nesse sistema, quem ama também cumpre pena — só que do lado de fora, na fila.