Dirigido por
Duração
São como dois filmes em um. Duas dimensões num mesmo celuloide. Uma primeira, de imagens, com corpos se reencontrando no espaço do mar, dos corredores vazios, dos quartos desabitados. E outra camada de sons, onde duas vozes dialogam as possíveis memórias, as recordações do que vemos, do que nelas podemos encaixar.
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Duras em plena coesão.
Sinopticamente, parece difícil. Mas, diante dos olhos, ouvidos e afeição, passa rápido demais, como a vida, às vezes. Vi ao lado de minha mãe, que, mesmo sem ler as legendas (estava em inglês), interpretou as situações do filme numa perspectiva espírita: não estava incorreta, afinal de contas. Aquela praia assemelha-se a um limbo poético, um purgatório emocional que carece dos (re)encontros para efetivar a derradeira passagem, afinal complementada em INDIA SONG, que recupera alguns aspectos-chave deste filme,, que passa rápido demais, que entretém em seu esoterismo emocional. Lindo e reiterativo em sua oceanidade, como tudo o que foi dirigido por esta vanguardista metalingüística e encantatória que atende pelo belo nome de Marguerite Duras... <3 (WPC>)