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Data de lançamento
8 Julho 1990Duração
Médicos que criaram soro capaz de reviver pessoas mortas vão trabalhar como voluntários no Peru. Lá, descobrem que podem dar vida a partes do corpo humano, criando monstros que escapam de seu controle.
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Hebert West é um personagem interessante: vive obcecado pela vida, no entanto, sempre está rodeado pela morte.
E nessa busca, encontra mais mortes do que vida.
O filme é um pouco melhor que o primeiro. Tem alguns momentos engraçados, mas no geral é bem ruim.
Fabiana Udenio tá fazendo o que nesse filme? A personagem dela é totalmente descartável, se ela não estivesse lá, a estória ia rolar do mesmo jeito.
Uma continuação divertida, cheia de gore exagerado e experimentos cada vez mais malucos do Dr. Herbert West. Os efeitos práticos são o grande destaque e dão muito charme ao filme. A história é mais bagunçada que a do original, mas compensa com criatividade e humor sombrio.
Bride of Re-Animator (1990), lançado no Brasil como A Noiva do Re-Animator, é uma continuação direta do primeiro filme, mas infelizmente sem as coisas boas e minimamente coerentes que ele ainda conseguia entregar. E olha que Re-Animator (1985) já não era nenhuma obra-prima, porém tinha uma ideia forte, certa lógica interna e momentos realmente inspirados. Aqui, essa coerência vai completamente por água abaixo — algo que, sendo justo, já começava a acontecer no próprio final do filme anterior.
O Herbert West (Jeffrey Combs) continua sendo, disparado, o ponto mais consistente do longa. O personagem segue coerente com o que foi estabelecido: frio, obcecado, firme em suas convicções e dono de uma personalidade extremamente forte. Jeffrey Combs está muito bem mais uma vez, e o nível de manipulação que West exerce sobre Dan Cain (Bruce Abbott) chega a dar raiva de tão descarada, o que funciona exatamente como deveria dentro da proposta do personagem.
O filme acerta no gore e também em manter a dupla de protagonistas, Herbert West (Jeffrey Combs) e Dan Cain (Bruce Abbott), como o eixo central da narrativa. As cenas gráficas continuam sendo o grande atrativo, especialmente a sequência da construção do corpo feminino, com terminações nervosas expostas, órgãos à mostra e toda aquela estética grotesca que é a marca registrada da franquia. Essa cena, em específico, é facilmente um dos melhores momentos do filme.
O grande problema começa quando o roteiro resolve se perder completamente em suas próprias regras. O final é um exemplo claro disso: é aquele tipo de clímax que parece durar uns 20 minutos. Os zumbis reanimados levam uma eternidade — coisa de 10 minutos — só para invadir o local onde os personagens estão, e nesse meio-tempo rola um lenga-lenga absurdo, com discussões, confusão entre eles mesmos, uma “resenha” totalmente desnecessária, até que o filme finalmente decide acabar. Isso irrita e cansa bastante.
As incoerências ficam ainda mais evidentes quando entra em cena a cabeça do Dr. Hill (David Gale) comandando o detetive Chapman (Claude Earl Jones). Qual é exatamente a explicação para isso? No primeiro filme, a regra era clara: o soro só funcionava em cadáveres frescos. A cabeça de Hill já estava morta fazia mais de oito meses, e agora, além de funcionar, os cadáveres reanimados passam a ter consciência, emoções e até livre-arbítrio. É uma quebra total do que havia sido estabelecido antes.
Outro ponto que me incomoda bastante é a postura de Dan Cain (Bruce Abbott).
No filme anterior, ele já estava visivelmente de saco cheio de West e de toda aquela loucura científica. Aqui, me surpreende muito ele topar tudo isso novamente, ainda mais usando o coração da sua ex-namorada para construir uma mulher feita de pedaços de outras pessoas. Ele sabe que aquilo não é um ser vivo, que é um corpo em carne viva, com partes expostas, e mesmo assim parece acreditar que poderia “viver” com algo assim. É muita conveniência de roteiro. E para piorar, a criatura criada se apaixona por Dan e desenvolve um ciúme completamente fora da curva da Francesca (Fabiana Udenio), chegando literalmente à porrada com ela — algo tão absurdo que chega a ser cômico no mau sentido.
E aí vem o golpe final: o encerramento com o Dr. Hill voando com asas de morcego. É difícil até levar isso a sério, de tão exagerado e deslocado que soa dentro da própria proposta do filme.
Apesar de ser um longa bem curto, ele passa a sensação de ser muito mais longo do que realmente é. As cenas se estendem além do necessário, o ritmo cai, e o resultado é um filme cansativo, que até tenta manter o espírito trash do original, mas acaba se perdendo em exageros, incoerências e decisões de roteiro que minam completamente a experiência.
Assistido em 09/01/2026
Visto em 18.11.2025.
Devido à ótima qualidade do 1° filme, estava com a hype alta para esse, que infelizmente não manteve a qualidade do filme original. Nessa sequência o roteiro descambou de vez para o humor negro, o que pra mim prejudicou o resultado final. Ainda assim vale a pena assistir.