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Duração
Donana, parteira com mais de meio século de ofício, representa a resistência da tradição e humanização ao parto na região de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte. Dona de uma personalidade forte, compartilha de sua sabedoria, adquirida ao longo de anos como parteira e mulher. Assim como a chanana, flor que brota em meio ao concreto e subestima por sua frágil aparência, Donana nos ensina a permanecer firmes adversidades da vida.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
Uma mulher incrível, mãe, parteira. Sua vida, seu comportamento, sua função. Catarina nos apresentado Donana e entrega ao mundo um documento de raro valor e beleza. De uma beleza única!
Que documentário maravilhoso!
Apesar do título que se pressupõe que discorrerá sobre a parteira e os fatos decorrentes à essa atividade lamentavelmente em vias de extinção, ele vai muito além disso em seus curtos 20 minutos.
Os depoimentos dessa mulher fantástica revelam uma ampla sabedoria em palavras simples e profundas.
Descobri este filme graças a uma recomendação contida num dos ótimos livros do crítico Marcelo Ikeda e fiquei muito agradecido: que tesouro! Tão logo a sessão terminou, apressei-me em recomendá-lo às minhas amigas. O pretexto titular abre-se a uma verdadeira aula prática de feminismo orgânico: a personagem real é um exemplo magnânimo de superação e luta, de enfrentamento e sagacidade, inclusive no modo solidário com que transita por múltiplas religiões, extraindo de todas elas aquilo que é mais relevante: o amor ao próximo e o amor por si mesma. As entrevistas são montadas de maneira mui sensível, culminando numa pescaria poética, também embalada por metáforas religiosas, convertidas num elogio pungente à Vida. Não por acaso, o sobrenome da diretora faz pensar na palavra 'doula': o trabalho dela neste belíssimo curta-metragem transcende a noção vocacional. Maravilhoso! (WPC>)
A poesia de uma parteira e de ser mulher. Lindo!