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Patri escreve, narra e atua em A pele do ouro, documentário que parte de seus diários íntimos para revisitar memórias marcadas pela infância na Venezuela e pelos riscos assumidos na busca do sonhado ouro na Amazônia brasileira. Nos cadernos que acumula ao longo do caminho revela a condição da mulher no garimpo, onde tudo é revirado e explorado.
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Apesar de ter recebido mais de um prêmio no Festival de Brasília, por algum motivo, este curta-metragem não foi tão bem-quisto entre os meus amigos. Adentrei a sessão desconfiado, mas fui logo arrebatado pela narrativa em primeira pessoa e pelas imagens deslumbrantes (mas habilmente cuidadosas na exposição dos perigos da beleza aparente). Gostei bastante de como Patri retrata a si mesma e enxerguei diversas correlações entre o que é narrado e situações pessoais e/ou de pessoas próximas, em situações semelhantes concernentes à (não) escolha da prostituição. Muito bom o modo como o diário é desnudado, junto à personagem. Afinal, um e outra lidam com a unidade da resistência, perante tamanhos abusos, maus tratos e desilusões. De minha parte, fui contempladíssimo: maravilhoso! (WPC>)