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Patri escreve, narra e atua em A pele do ouro, documentário que parte de seus diários íntimos para revisitar memórias marcadas pela infância na Venezuela e pelos riscos assumidos na busca do sonhado ouro na Amazônia brasileira. Nos cadernos que acumula ao longo do caminho revela a condição da mulher no garimpo, onde tudo é revirado e explorado.
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Posso dizer que tenho um olhar técnico ao longo dessa minha jornada como cinéfilo, crítico de cinema credenciado e tudo mais. Observo nos detalhes as questões técnicas e, embora esse filme não seja uma unanimidade (ainda bem!) ele me pegou muito que essas questões passaram quase que despercebidas. Fiquei vidrado só na história e na voz e corpo em primeira pessoa de Patri. A realidade é muito brutal e isso me deixou muito atordoado assistindo. Me pegou pela emoção. Há falhas certamente, e eu vi, mas no contexto que ele se insere e nas histórias dessas mulheres que nunca são ouvidas, só abusadas... tem que parar para refletir. A frase dela "puta não tem razão" ainda ecoa.
Apesar de ter recebido mais de um prêmio no Festival de Brasília, por algum motivo, este curta-metragem não foi tão bem-quisto entre os meus amigos. Adentrei a sessão desconfiado, mas fui logo arrebatado pela narrativa em primeira pessoa e pelas imagens deslumbrantes (mas habilmente cuidadosas na exposição dos perigos da beleza aparente). Gostei bastante de como Patri retrata a si mesma e enxerguei diversas correlações entre o que é narrado e situações pessoais e/ou de pessoas próximas, em situações semelhantes concernentes à (não) escolha da prostituição. Muito bom o modo como o diário é desnudado, junto à personagem. Afinal, um e outra lidam com a unidade da resistência, perante tamanhos abusos, maus tratos e desilusões. De minha parte, fui contempladíssimo: maravilhoso! (WPC>)