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Lorn Warfield regressa a casa após ter criado, durante três anos, a reputação de grande pistoleiro. Encontra o seu rancho em ruínas e descobre que a mulher e as filhas foram levadas pelos índios apache. Por intermédio de um velho e aparentemente louco comerciante, que em tempos negociou com os índios, consegue uma pista e uma esperança de encontrar a família com vida.
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O faroeste norte-americano já estava em declínio no ano em que “A Pistola do Mal” foi lançado. Os europeus revigoravam o gênero, enquanto em Hollywood o mito clássico do vaqueiro heroico dava lugar à questões psicologicamente mais desafiadoras e uma aura sombria e moralmente desoladora, apenas o cenário parecia o mesmo.
Com direção do veterano televisivo Jerry Thorpe, visivelmente desconfortável com as convenções do estilo, o roteiro/argumento de Charles Marquis Warren trabalha a dupla de protagonistas de forma tão humana e crível, que podemos relevar o fato de que se inspira sobremaneira na trama de “Rastros de Ódio”, com direito a um coadjuvante, vivido pelo competente Dean Jagger, que é uma cópia do personagem vivido na obra de John Ford por Hank Worden.
Apesar do ritmo ser irregular, destaco pelo menos uma grande sequência, a perseguição dos índios a cavalo, com os dois pistoleiros suando para manter suas armas e acompanhar o raciocínio estratégico daqueles considerados por eles como inferiores, selvagens, situação que destaca um tímido viés revisionista, infelizmente abandonado no anticlimático desfecho.
O resultado é acima da média, eu coloco entre meus cinco faroestes favoritos protagonizados por Glenn Ford, abaixo apenas de “Galante e Sanguinário”, “Gatilho Relâmpago”, "Como Nasce um Bravo" e “Cimarron”.
Vale ressaltar a convincente atuação do experiente Arthur Kennedy.
Reassistido em 09/08/2024 no Prime Vídeo (MGM)
Assisti em 10/08/1978, quinta, no canal 12 (hoje RBS ou Globo), em Sessão da Meia Noite.
Assisti essa semana esse filme e me agradou, um western interessante, gostei do filme, tinha como melhorar a história em algumas partes, mas me agradou, adoro filmes de westerns, tenho uma grande coleção de filmes e esse vai ser mais para o meu acervo.
Clássico faroeste da MGM, “A pistola do mal” conta com atuações memoráveis de Glenn Ford, astro do gênero, e de Arthur Kennedy, um de meus atores favoritos (indicado a cinco Oscars), numa trama envolvendo pistoleiros contra índios apaches. Não tem como não lembrar de “Rastros de ódio” (1956), o filme até pode ter recorrido à obra-prima de John Ford, com resultado menor. Porém isso não rebaixa a qualidade desse bangue-bangue caprichado, por vezes down, angustiante, que trazia na direção o filho de Richard Thorpe, Jerry (assim como o pai, viveu até os 90 anos, falecendo em 2018) – ele era um atuante produtor, dirigiu menos filmes, mais seriados. Como de praxe nos westerns americanos das décadas passadas, o índio é tratado com o mal da vez (sendo que eles revidam por terem sido expropriados de suas próprias terras!). Há ganchos com tramas paralelas, com direito a reviravoltas no desfecho. Prepare-se para uma grande aventura no Oeste selvagem.
POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web
Não é um filme ruim, tem bastante ação, e uma trama que ficamos curiosos sobre como será o final. Mas...
Não gostei do final. O comerciante (dono do armazém), atribui toda a violência vivida pelo pistoleiro Lorn Warfield (Glenn Ford), à arma, que ele chamou de "A Pistola do Mal" daí o título do filme. Como se a arma, fosse a responsável pelas mortes das pessoas que Warfield teria matado. Quando essa mesma arma está nas mãos do comerciante,
ele mata o Owen Forbes (Arthur Kennedy), dando a entender que a arma fosse quem deveria responder por mais uma morte. E não quem puxou o gatilho. Também não gostei do fato do Owen ter sido morto, isso fez com que o público presumisse que a Angie Warfield (Barbara Babcock) deve ter ficado com seu primeiro marido, que a abandonou há 3 anos, Lorn Warfield. Teria sido muito melhor deixar que a personagem decidisse com qual dos dois ficaria.