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Após um intenso tiroteio entre policiais e uma gangue de foras-da-lei, Charlie Burns (Guy Pearce) e seu irmão Mike (Richard Wilson) são capturados pelo capitão Stanley (Ray Winstone). Juntamente com seu irmão Arthur (Danny Huston), o trio é procurado por ter cometido um crime brutal. Na tentativa de pôr fim a um sangrento ciclo de violência, Stanley faz a Charlie uma proposta aparentemente impossível de ser aceita.
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primeira a coisa a ser comentada, puta que pariu, quantas mosca, parabéns aos atores que tiveram de aturar esses animais desgraçados, segundo, vou confessar, o filme tem uma beleza poética não citada, no ato de apreciar o sol, de cantar uma musica, etc, é genuinamente bonito, confesso que eu dei uma risadinha na cena da chicotada, o cara prostrado no chão, tudo dava a entender que se passou algum tempo e que estava no final, ai o cara me solta um "32" eu gritei "que sacanagem"
entenda bem, o filme não tem heróis, assim como não tem vilões, então é natural que você termine o filme sem sentir raiva de ninguém, mas puta que pariu, como a cara de mosca morta da Emily watson me irritou o filme inteiro, só faltava ela babar, e pensa também numa mulher teimosa, começa um tiroteio, alguém fala "se mantenha abaixada" e tá lá ela com parecendo um poste, ai um leão surge na porta de casa, e falam pra ela "não vá lá pra fora" e 30 segundos depois tá lá a debiloide amarrada um pedação de picanha, alguém diz "não entre na água" e na cena seguinte está ela usando uma boia de dinossauro e pés de pato, pro inferno com essa abobada.
quando o capitão Stanley meteu a frase "eu vou civilizar esse pais" na mesma hora eu pensei "arrombado" mas o filme mostra que ele não é um vilão, é um cara preocupado com a própria família, já o John Hurt não, é um ator que eu gosto, mas que personagem cuzão, a Melhor frase do filme é "a natureza cura o coração" pena ser uma frase bastante distorcida no mundo atual. a única fraqueza literal do filme, é que ele poderia dar um pouco mais de contesto, é tipo Red dead com a famosa parte da Balsa de blackwater que nunca foi mostrada mas é super importante.
e para finalizar:
- o que é misantropo ?
- é quem odeia todos...
- não estou falando com você seu desgraçado!
Um bom filme de faroeste.
Caçar e entregar seu irmão malvado, ou deixar seu irmão mais novo virar pastel? Dilema difícil esse de Nike Cave. "A Proposta" vem contar a história de Charlie (Guy Pearce), o homem em questão, que recebeu essa Proposition insana do capitão Stanley, personagem de Ray Winstone). Depois de ser capturado pela policia australiana, Charlie fica atordoado com esse dilema do inferno, coisa que ele quer fazer, mas nesse faroeste de mundo da terra do AC/DC, é uma "Highway to Hell"", de emoções...
A história é densa, lenta e cruel, os personagens são catastróficos, parecem ser a raspa do tacho do limbo, que ganharam a misericórdia ou tiveram sorte de estarem ali. Povo ruim! Gente perversa, que não medem esforço em ver o sofrimento alheio, e comprazendo muito com quem perdem. Por isso eles mereceram o o sanguinário irmão Arthur (Danny Huston) e seus capangas, pra tocar o terror em suas vidas.
O estilo do filme é interessante, a cinematografia de John Hillcoat captura com primor, o vasto, seco, poeirento, feio e podre, cú do mundo australiano, de forma bem sincera e santarial. A trilha sonora, composta por Nick Cave e Warren Ellis, criam uma atmosfera sombria e melancólica da narrativa, que intensifica as emoções nos momentos cruciais.
O filme tem atuações poderosas, onde Ray Winstone e Danny Huston, roubam a cena, em lados opostos, emoções diferentes, mas com grande complexidade no quadrado de cada um. O filme traz bons questionamentos, em se tratar de quem o Charlie deve salvar, mas da forma como as cenas aparecem, a vontade é de ser Deus, e descer o sal de Sodoma em todo mundo.
Além de Ray Winstone, Danny Huston e Guy Pearce, o elenco conta com: David Wenham, Emily Watson, John Hurt, Noah Taylor e Tom Budge.
"A Proposta" não é apenas um filme de faroeste convencional, o longa apresenta quase um outro planeta, num lugar quase esquecido, um inferno de lugar, motivo esse que faz a fama do genero, por mostrar a natureza da violência e da moral, em situações extremas. A história exige um pouco de paciência, pelo ritmo um pouco lento e pelas ações selvagens dos bandidos e das autoridades.
Sombrio e realista, "A Proposta" é uma boa experiência cinéfila, um filme que tira todo glamour que existe ao genero, substituindo por rancor e aversão. Eu não curti muito.
Os gringo tiveram sorte. Os bang bang da Austrália, são para os quem não tem medo do inferno e das moscas. Nem sapo naquele lugar tinha...
Interessante e violento.
"The Proposition” é um filme violento e brutal, mas imensamente poético, sobre escolhas, amor e traição, vingança e redenção. A sua intensidade reside sobretudo nas suas personagens complexas e ambíguas, cheias de cinzentos e imprevisíveis – que permitem todas elas grandes interpretações. Há uma iminente sensação de tragédia, quase épica pela dimensão das paisagens, por um céu vasto e vazio. O calor e o suor, a sujeira e o pó, as moscas e as árvores mortas, enchem este filme de pessimismo e desespero.