The Woman They Almost Lynched - Estados Unidos da América
La femme qui faillit être lynchée - França
La donna che volevano linciare - Itália
Sinopse
O filme conta a história da mulher do fora da lei Charles Quantrill. Kate Quantrill, ela cavalgou como um homem, lutou como um homem, matou como um homem e amou como a bela mulher que era.
Pertencente à fase áurea da carreira do diretor - obrigado, Republic! - este faroeste com surpreendente protagonização feminina só não é melhor porque há muitas subtramas paralelas, e algumas delas dizem respeito a um contexto histórico especificamente norte-americano (é necessário saber um pouco sobre a Guerra de Secessão para compreender o mote político dominante do filme). Além disso, ele amalgama vários mitos considerados vilanazes pela opinião pública - por serem "foras-da-lei" - e ressignifica os seus atos de rebeldia, sendo o roteiro bastante cuidadoso em não vilanizar ninguém: como na vida real, cada pessoa tem as suas razões para agir, ainda que de maneira inicialmente injusta. Neste sentido, a composição da personagem da prefeita é magistral. mas o que interessa realmente à maioria dos espectadores - eu, inclusive - é o subversivo duelo de mulheres pistoleiras que acontece num dado momento e que, apesar da extrema violência associada ao embate, encetará uma primorosa demonstração de sororidade extrema, passando por cima das oposições estatais do conflito em pauta naquele momento histórico (1865, para ser preciso). Tenho certeza de que, numa revisão, ele crescerá bastante, pois é um filme que não requer audiência desavisada, muito pelo contrário, é uma análise autocrítica das lacunas legislativas formativas dos EUA. Incomodei-me um tanto com as variações de personalidade da protagonista vivida por Joan Leslie, mas a coadjuvação de Audrey Totter é espetacular. E adorei as aparições de Ben Cooper como o jovem Jesse James. Filmaço! Refiz totalmente as pazes com o Allan Dwan agora. A misoginia que transparece numa ou noutra obra não é culpa dele, pude perceber neste filme. Ou, no mínimo, não apenas culpa dele. Esta obra é uma poderosa ode contra o que hoje convencionou-se chamar de "cultura do cancelamento", odiosa translação exordialmente virtual dos linchamentos de outrora. (WPC>)
Um faroeste um pouco diferente. As mulheres tomam conta do filme. Brigam, duelam, têm os homens a seus pés. Mas os ingredientes são tradicionais. Soldados do Norte, soldados sulistas, quadrilha de renegados, enforcamento num galho de árvore, Jesse James quase menino, saloon, canções de saloon, diligência, muitos tiros, muita ação, tem até uma pitada de romance. Posso garantir que ninguém vai sofrer de tédio.
Pertencente à fase áurea da carreira do diretor - obrigado, Republic! - este faroeste com surpreendente protagonização feminina só não é melhor porque há muitas subtramas paralelas, e algumas delas dizem respeito a um contexto histórico especificamente norte-americano (é necessário saber um pouco sobre a Guerra de Secessão para compreender o mote político dominante do filme). Além disso, ele amalgama vários mitos considerados vilanazes pela opinião pública - por serem "foras-da-lei" - e ressignifica os seus atos de rebeldia, sendo o roteiro bastante cuidadoso em não vilanizar ninguém: como na vida real, cada pessoa tem as suas razões para agir, ainda que de maneira inicialmente injusta. Neste sentido, a composição da personagem da prefeita é magistral. mas o que interessa realmente à maioria dos espectadores - eu, inclusive - é o subversivo duelo de mulheres pistoleiras que acontece num dado momento e que, apesar da extrema violência associada ao embate, encetará uma primorosa demonstração de sororidade extrema, passando por cima das oposições estatais do conflito em pauta naquele momento histórico (1865, para ser preciso). Tenho certeza de que, numa revisão, ele crescerá bastante, pois é um filme que não requer audiência desavisada, muito pelo contrário, é uma análise autocrítica das lacunas legislativas formativas dos EUA. Incomodei-me um tanto com as variações de personalidade da protagonista vivida por Joan Leslie, mas a coadjuvação de Audrey Totter é espetacular. E adorei as aparições de Ben Cooper como o jovem Jesse James. Filmaço! Refiz totalmente as pazes com o Allan Dwan agora. A misoginia que transparece numa ou noutra obra não é culpa dele, pude perceber neste filme. Ou, no mínimo, não apenas culpa dele. Esta obra é uma poderosa ode contra o que hoje convencionou-se chamar de "cultura do cancelamento", odiosa translação exordialmente virtual dos linchamentos de outrora. (WPC>)
Achei que a sinopse do filme está meio estrangulada. A personagem central do filme não é a loira da capa. O filme é bom.
Um faroeste um pouco diferente. As mulheres tomam conta do filme. Brigam, duelam, têm os homens a seus pés. Mas os ingredientes são tradicionais. Soldados do Norte, soldados sulistas, quadrilha de renegados, enforcamento num galho de árvore, Jesse James quase menino, saloon, canções de saloon, diligência, muitos tiros, muita ação, tem até uma pitada de romance. Posso garantir que ninguém vai sofrer de tédio.