Um grupo de cientistas encontra na Amazônia um ser anfíbio, meio homem, meio peixe. A criatura é baleada e dada como morta, mas logoa se descobre que ela sobreviveu. Feito prisioneira, ela foi levada para um laboratório na Flórida. Após várias tentativas de humanizá-la ou até mesmo domesticá-la, a criatura sai de controle. Escapa do laboratório e tenta chegar ao mar, mas começa a sofrer uma intensa perseguição.
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“Sabe, acho que todo Americano é louco”
👹 Depois de conferir o clássico O Monstro da Lagoa Negra (1954), fui explorar mais o universo dessa criatura fascinante. Notei que nesse período o mesmo ganhou duas continuações: A Revanche do Monstro, dirigida pelo o mesmo Jack Arnold (1955). Da galera presente no primeiro filme, temos o capitão do barco Rita. Aqui vamos acompanhar uma galera Americana que é enviada novamente ao lago negro para tentar pescar a tal criatura.
👹 Só que os tais Americanos vieram bem mais equipados e tecnológicos do que a galera do primeiro filme. Carregando mais pólvora e materiais explosivos. Após capturá-lo, um estudo de personagem (ciência do comportamento) e origem da criatura entre em jogo. Só que o bicho está fora do seu habitat, E logo os seres humanos transformam o bicho em atração turística. Um comportamento típico dos americanos que de alguma forma, transformam tudo em atração que gera de certa forma, lucro.
👹 Assim como no primeiro filme, temos que pontuar um argumento que fica apenas implícito em relação ao comportamento da criatura. O bicho meio que se sente atraído por “fêmeas Humanas”, entendendo que ele é o último da sua espécie e a solidão está gritando. É um fato! É químico! É elétrico! Nosso organismo é atraído por conexão, por carinho e empatia. O Monstro da Lagoa Negra que apenas AMAR!
👹 Imperialismo americano? A criatura vira atração, jornais, tvs e civis querem saber mais sobre essa criatura que está além da identidade humana. O filme carrega uma identidade pulp, isso é ótimo, apesar de termos uma leve sensação dele está deslocado dos seus outros amigos do Studio Universal, que vieram vinte anos atrás.
👹 A Revanche do Monstro não é tão interessante como o primeiro filme, acho que ele perde no que diz respeito à profundidade narrativa. Mas ele carrega a responsabilidade de abrir mais a mitologia deste “micro-universo”, não sendo de se jogar fora. Nesse período, quase todos os filmes com essa pegada Sci-Monster-Guerra-Fria tem alguns problemas de ritmo, o que pode tirar o civil médio de boas experiências desse mesmo período.
Ao contrário do primeiro filme que tinha um roteiro de ficção científica mais bem elaborado e focado na criatura, esta "sequência caça níquel" tem um enredo mais genérico e sem inspiração. Praticamente plagiando a ideia do King Kong lançado em 1933, onde a criatura é capturada no seu habitat natural e em seguida sequestra uma donzela indefesa.
Grande parte do filme é dedicado às experiências feitas após capturarem a criatura logo no início. Além disso se perde muito tempo com um romance idiota que tira todo o foco do tema principal. O único ponto que se salva é a boa qualidade das cenas subaquáticas.
O desfecho também é preguiçoso, mostrando a criatura sendo facilmente abatida à tiros pela polícia sem mostrar nenhuma resistência.
Curiosidade: Posteriormente o filme se tornou ganhou mais fama por marcar a estreia de Clint Eastwood no cinema. Na época ele tinha 25 anos e faz uma pequena participação no filme como um assistente de laboratório.
Trocaram só o Kong pelo anfíbio/peixe, sei lá o quê, mas no geral achei tão divertido quanto o primeiro.
Tem até uma ponta do Clint Eastwood bem novinho aí.
05-04-2024
Bom filme, mas fica abaixo do primeiro.
Engraçado foi ver o Clint Eastwood tão novinho, com um rato no bolso.
Roteiro chupinhado do King Kong mas ainda um filme de monstro divertido.