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Duração
É um documentário que ressalta o aspecto de espetacularização dos feitos, em qualquer sociedade, seja ela neoliberal ou socialista. O documentário foi rodado em cima de um livro de mesmo nome e também de Guy Dubord. O espetáculo se apresenta, simultaneamente, como representação da própria sociedade. Enquanto parte da sociedade, ela é o foco de toda a visão e de toda consciência. Mas por ser algo separado, ela é, na verdade, o domínio da ilusão e da falsa consciência: a unificação que realiza não é outra coisa senão a linguagem oficial da separação
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"O verdadeiro é um momento do falso."
O filme acaba por ser um desserviço ao conteúdo da obra em muitos aspectos. O principal deles é sem dúvida porque se trata de uma obra com linguajar deveras rebuscado, o que me faz pensar que a teoria se restringe a compreensão de uma elite intelectual e não encontra quem deveria ser os verdadeiros leitores. Com fortes influências marxistas, o filme reforça como a sociedade do espetáculo (uma analogia para a sociedade tecno industrial midiática) controla as massas impondo ideais imagéticos e representações destes ideais que são materializados principalmente através do consumo. Ao falar de economia imaterial, propõe que o homem deixou de viver sua verdadeira natureza, pra viver a representação destas imagens ( o que é por muitas vezes desviado pra uma teoria sobre a própria representação imagética do audiovisual) e essa narrativa revolucionária vai se confundindo, próximo ao final incita ainda mais a necessidade de revoluções contra esse inimigo comum inflamando com imagens de protestos, greves e reforçando conteúdos de esquerda revolucionária sem jamais propor o que fazer depois que tudo for categoricamente destruído, que é o grande problema do pensamento esquerdista. Ateiem fogo as máquinas e agora? É essa antevisão das consequências que é característica do pensamento revolucionário juvenil e que falta a quase toda obra com caráter esquerdista. Dito isso, sugiro que ignorem esse conteúdo audiovisual e se contentem (aos que assim desejarem) a ler e estudar a obra escrita. Tomando as devidas ressalvas, e concentrando-se em extrair o suco útil da obra, sugiro concentrar a atenção e a análise nas partes em que o texto buscar elucidar as características da dominação das massas pela imagem e pelo consumo ao mesmo tempo que constrói um panorama que se assemelha de maneira horrenda com os nossos dias atuais com a ascensão das mídias sociais e a cultura da influência e do marketing de branding. Excluindo todo caráter revolucionário utópico acaba sendo um convite para nos desligarmos de tanto ruído imagético e buscar nos aproximar da vida natural.
O conteúdo em si é ótimo, o problema é o ritmo acelerado que pelo conteudo denso requer um tempo de assimilação ao que se propõe na narrativa. O filme nao se coloca como um veículo acessível ao entendimento, é melhor procurar o livro.
Um tema importante mas abordado de forma entediante, com o autor lendo os trechos de forma quase ininterrupta enquanto imagens de arquivo desfilam na tela. Um remédio para a insônia.
Posso dizer que o áudio-visual praticamente em nada me ajudou a melhorar meu entendimento sobre o conteúdo filosofal do DeBord.
O ritmo é frenético, intenso. As conexões da construção conceitual se fazem extremamente difíceis; sim, é o mesmo conteúdo do livro de forma resumida, mas ainda que na leitura você consegue cadenciar o seu ritmo. Assim, digo o óbvio: o livro dessa vez é muito mais acessível do que o filme.