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11 Jan. 2013Uma mocinha abandonada no dia em que seria pedida em casamento. Um amigo gay tresloucado com soluções para todos os problemas. Uma amiga perua. Uma arqui-inimiga de sotaque. Uma macumbeira louca. Um delegado bonitão. Um galã bundão.
Os personagens são bem conhecidos... E podiam fazer parte do novo filme de Julia Roberts ou Katherine Heigl. A trama? Uma sopa de clichês românticos que fazem o caldo dass centenas de comédias românticas vistas aos montes em cinemas por ai.
Mas, aqui, em Belém – esta cidade maravilhosa, onde mangas caem do céu – os personagens reconhecíveis e a história hollywoodiana acabaram inspirando “A Solteirona: como sobreviver ao maior pé na bunda do século”, websérie vencedora da bolsa de experimentação artística do IAP – Instituto de Artes do Pará.
Escrita pelo dramaturgo Saulo Sisnando com colaboração de Neyara Andrade, co-dirigida por Nigel Anderson e pelo próprio Saulo Sisnando, e com produção da Alt Produções, a Solteirona, entretanto, dá um passo além da simples comédia romântica – embora não a renegue em momento algum – afinal pretendeu fundir, ao longo dos oito episódios, as várias artes, incluindo a música, com a participação de artistas como Marcel Barretto, Iva Rothe, Aíla Magalhães e DJ Masa em sua trilha sonora.
Como comédia romântica, A solteirona quer simplesmente entender questões românticas simples, tais como: “por que não eu?”, “O que ele(a) tem que eu não tenho?” ou “o destino nos reserva um final feliz?”. Como experimentação artística, a websérie é um dialogo entre as artes, uma fusão entre as artes cênicas, teatro e cinema. Mas como vida, a solteirona é uma resposta carinhosa a todos aqueles que amamos, mas foram embora. É uma celebração à amizade eterna... E é uma declaração de amor a cidade onde todos estes se encontraram... e se perderam.
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É maravihosa essa websérie!
que canal passa isso?
Parece bom.
Boa, divertida, realista, cheia de clichês, completamente previsível e com uma cara de “Macho Man”, do José Alvarenga Jr., mais do que qualquer outra coisa. O Guto (Saulo Sisnado) é um Nelson (Jorge Fernando) encarnado e a Nanda (Mabel Cezar), uma caracterização da Nikita (Natália Klein). Vale assistir e rir com, mas não ficará para a história.
Os episódios aos quais já assisti são muito bons.