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Data de lançamento
29 Dez. 2000Duração
F. W. Murnau (John Malkovich) é o diretor de Nosferatu; e para fazer um filme extremamente fiel, ele contrata um vampiro real para fazer o papel de Drácula. Ninguém da equipe conhecia Max Schreck (Willem Dafoe), achando-o excêntrico e estranho. Mas o filme começa a ser rodado, até que surgem alguns sintomas diferentes nas pessoas da equipe...
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02.09.2002
Com certeza uma das grandes premissas da história do cinema. Uma "cinebiografia" de terror? Na verdade, nem sei se esse "cinebiografia" deveria estar entre aspas. "Ah, mas o filme é baseado numa lenda". Oras, Amadeus, de 1984, também é e todo mundo chama de cinebiografia.
O filme entrega um Murnau com uma personalidade duvidosa, mas, não duvido que essa tenha sido a personalidade dele mesmo. Dafoe interpreta muito bem o Nosferatu, tendo sido indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante (a única vez que um "vampiro" foi indicado, se não me engano) embora, por melhor que a atuação dele tenha sido, meio que foi apenas uma reprodução (muito bem feita) do próprio Nosferatu. Embora, acho que Max Schreck tinha um sorrisinho meio irônico as vezes, o que não aparece aqui.
Agora, o grande problema do filme é que ele fica numa corda bamba. Não sabe se decidir se vai abraçar o fantástico e se transformar em terror, ou se vai ficar numa de cinebiografia que poderia realmente ter ocorrido com base nos fatos que sabemos sobre as gravações. Quero dizer, não sei se utilizaram coisas da vida real, como a troca do cinematografista, para encaixar na lenda, pois não consegui pegar informação de quanto é real.
Mas, tirando, claro Max Schreck ser um vampiro, todo o resto poderia ter acontecido, o filme fica com os pés no chão por esse momento. Aí no fim, manda isso as favas e abraça o exagero. Oras, se ia fazer isso, poderia ter feito durante o resto do filme também pois, o que justifica o ritmo do filme é isso.
Achei muito bom também as gravações simulando a do filme Nosferatu, que ditam os acontecimentos do filme. Foram muito bem feitas e fidedignas. Genial também o título, a sombra do vampiro foi um dos grandes marcos do Nosferatu original, vinda do expressionismo alemão. Mas, não só isso, aqui tem o sentido de sombra como algo oculto, ou seja, Murnau ocultando que tinha um vampiro real no set.
Acho um filme muito bom e injustiçadamente pouco conhecido.
Nota: 8.5.
Um filme muito bom e divertido que brinca com os bastidores do clássico Nosferatu(1922), a fita brinca com as lendas que cercavam a produção na época, dizem que o ator Max Schreck era um sujeito tão excêntrico que muitos pensavam que o cara era um vampiro de verdade...
O F.W. Murnau foi bem retratado aqui também, pois, em muitas biografias era conhecido como um cineasta obstinado que gostava de testar os atores e levar eles a seu limite...
A direção aqui é do E. Elias Merhige, uma direção criativa, e habilidosa, não esperava menos do diretor do perturbador "Begotten"...
No Elenco temos o sempre competente John Malkovich e o Willem Dafoe que caiu como uma luva no papel do conde Orlok!
Os caras foram criativos. No lugar de fazer um simples filme sobre os bastidores do filme de forma realista, adicionaram o trunfo de colocar o ator do conde sendo um vampiro de verdade kk A informação é escondida da equipe de filmagem, que são informados apenas de que o ator tem "seus jeitos" e vive no personagem mesmo por trás das câmeras, pra dar mais realismo a sua atuação. O resultado é um bom filme que brinca com toda a ideia e homenageia o clássico. E fica melhor: Fui pesquisar sobre isso e a brincadeira do ator ser um vampiro já existia de verdade na época do longa original, e o filme que comento aqui, que parodia sua gravação, surgiu de uma má interpretação de um comentário humorado de um autor em um livro antigo que citava isso, do ator do conde ser algo a mais. Essa foi boa.