Milka Muller (Isabelle Huppert) é a diretora da empresa Chocolates Muller. Com o marido André (Jacques Dutronc), um famoso pianista, mora na Suíça e leva uma vida aparentemente pacata. Junto a eles mora também Guillaume (Rodolphe Pauly), filho de André. Jeanne Pollet (Anna Mouglalis) é uma jovem pianista que descobre que pode ter sido trocada por Guillaume na maternidade. Movida pela curiosidade, a garota decide conhecer André, desencadeando uma série de problemas para ela e para a família.
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Muito foda!
Como que você continua indo em uma casa depois de encontrar um boa noite cinderela dentro da sua xícara kkkkk
Isabelle sempre muito marcante em cena, até infla o filme que é mediano em si.... sou fã demais dessa atriz.
“Ao invés de amar, eu digo ‘eu te amo’ e as pessoas acreditam.”
Ignorando-se a sinopse, este é um filme que comprova o dito popular: "quem não tem o que fazer, inventa". Fiquei o tempo inteiro prestes a rir de agonia, em razão dos exageros afetados daqueles ricaços, permeados pela paranóia contínua acerca de pequenas situações do cotidiano. Lavar as xícaras vira algo escandaloso em instantes, idem quanto a uma leve queimadura no pé, que deixa um rapaz mancando. A trama desenvolve-se de maneira quase esdrúxula, em seus exageros e coincidências. Mas tudo isso é pretexto para um show de interpretações e para um apurado exercício de estilo. Como bem dizem os críticos acerca deste filme em particular, é uma síntese mui precisa das obsessões chabrolianas. Quando um personagem recebe dois filmes de sua madrasta (um do Fritz Lang, outro do Jean Renoir), sabemos o que isso implica na lógica sub-reptícia do filme: olhemos nas entrelinhas, para além das aparências. Numa revisão, talvez eu gostei bem mais, visto que é um filme tecnicamente primoroso. Mas, neste primeiro contato, fiquei refém da trama. E esta é entulhada de 'problèmes des blancs et des gens très riches'. Urgh! (WPC>)