Beth Austin (Joan Crawford), amante de um gangster, descobre que está com um problema que poderá levá-la a cegueira e viaja para se tratar em um hospital. Lá chegando, acaba se envolvendo e se apaixonando pelo médico local. Seu amante descobre, e ela tem que se afastar de seu amor, para que nada lhe aconteça.
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Quase nada plausível, o mirabolante roteiro de ESTA MULHER É PERIGOSA contempla poucas cenas icônicas para Crawford e uma genial metáfora, por exemplo, quando ela queima a ponta dos dedos com o cigarro, atordoada ao encarar a realidade pela representação de mulheres sendo repreendidas. O argumento é ingênuo. Nada parece convencer na trama em que Crawford envolve-se com uma máfia e depois cai de amores pelo médico que lhe recupera a visão. No entanto, costuma ser este olhar lúdico que os fãs da atriz não resistem a apreciar, quando podem observá-la com seus trejeitos e vestes deveras kitsch em reviravoltas flamboyant. Prezo pelo lúdico, mas a composição do enredo poderia contar com mais qualidade. Vale lembrar que Crawford desprezaria este como sendo o seu pior trabalho, nos anos 70. Concordo? Provavelmente não, mas esta decisão fílmica teria sido primordial para que a estrela deixasse a Warner.