Baseado no romance autobiográfico do judeu italiano Primo Levi, conta a história de um grupo de homens de várias nacionalidades recém-libertados de um campo de concentração nazista. Eles estão voltando para casa, depois de anos de infortúnio. Não formam um grupo homogêneo: em suas fileiras estão heróis, traidores, fazendeiros, ciganos e intelectuais. O que une esses homens é a redescoberta do mundo.
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Chega a ser inimaginável o tamanho do caos que assolou a Europa ao término da II GM, mais ainda nos meses iniciais de 1945, que, no caso do filme, antecederam a derrota alemã e a libertação dos judeus de Auschwitz pelos soviéticos.
O que chama atenção, no entanto, e que se tornou o principal fato da comovente autobiografia de Primo Levi, foi a absurda ineficiência das autoridades russas, depois da “quebra” do trem que transportava os refugiados libertos (cujo destino seria a Europa Central: Itália, Grécia, Alemanha), incidente pelo qual os pobres judeus passaram a seguir rumo oposto (sentido leste, e não oeste!), adentrando vastamente a Rússia, para só depois de muito frio, fome e transtornos os mais variados, retomarem o caminho de volta pra casa, passando pela região de Odessa, antes de seguirem para a Alemanha e depois Itália.
E o caos do pós-guerra reinou por muito tempo na Europa, batendo à porta, não mais apenas dos judeus e da população civil, mas dos próprios nazistas que começaram a desordem… Um bom filme. Nota 7.
Um tipo de história q fala hoje em dia, o pós-segunda guerra, como é um filme de televisão, não dá para esperar muito se tratando de direção e roteiro, é um bom complemento para o filme Primo(2005), começando exatamente onde termina esse ultimo.
Se puder, leia o livro. Essa fraca adaptação cinematográfica não faz juz à obra de Primo Levi.
Obviamente, nem tudo numa adaptação vai condizer ao que é narrado no livro, mas deliberadamente inventar fatos só pra empregar um tom dramático que não existe na história original me parece muito desonesto.
Somente pra citar três exemplos: aquela prisioneira que Primo vê sendo abusada, depois a defende e supostamente tem um caso amoroso, essa pessoa sequer existe no livro, nunca foi citada. Assim como aquela cena do alemão que se ajoelha ao vê-lo exibir o uniforme de prisioneiro, também nunca ocorreu. O italiano César, que no filme, não embarca no trem por causa da russa, no livro volta na viagem junto à eles. Assim como o mesmo César também não rouba nenhum objeto da senhora alemã que os acolhe. Sem contar a coitada da Galina, que foi transformada em uma prostituta. Não entendi qual foi o intuito em inventar esses causos que não constam no original.
Sem contar que, em alguns momentos, o filme dá um toque de epopeia e aventura nas diversas tentativas de retorno deles pra Itália, ignorando e muito o sentimento de angústia que Primo Levi e seus compatriotas tinham com a burocracia soviética no pós-guerra, além dos inúmeros percalços e desafios que dificultaram muito o seu retorno pra casa.
A obra de Primo Levi merecia muito mais.
Bom filme, por retratar um assunto delicado e que deve sempre ser repudiado que é o nazismo e toda forma de autoritarismo, mas no geral teve pouca profundidade no pós guerra assim. Focou bastante no Primo Levi e considerei ele apático em muitas ocasiões.
O grande diferencial de outros filmes sobre campos de concentração está no fato da história se passar após os horrores vividos neles. É uma jornada de libertação e retorno para casa, enfrentando outros tipos de problemas e limitações, como a distância, a fome, o cansaço, a incerteza do futuro, etc., tendo bom desempenho do John Turturro.
Algumas partes são meio cansativas, mas é um filme interessante de se conhecer.