A estonteante Sônia (Jeanette MacDonald) é uma conformada viúva que possui mais da metade de todo o gado de seu pequeno país, a Marshovia.
Sendo a maior contribuinte tributária do país, a rica viúva é muito visitada pelos governantes, pois, se ela deixa o país, os recursos cairão de modo desastroso.
Sabendo da viagem da bela viúva a Paris, o Embaixador Popoff (Edward Everett Horton) planeja enviar o delicado Conde Danilo (Maurice Chevalier) para segui-la e assegurar que ela não se apaixone por nenhum estrangeiro. Danilo aceita a fácil missão, porém, mal saberia ele das diversas trapalhadas e situações embaraçosa que terá de passar para não perder, literalmente, o rebolado.
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Não é possível. É o TERCEIRO filme (que eu vi, talvez tenha até mais) desse Ernst Lubitsch com o Chevalier interpretando um militar mulherengo que tenta conquistar uma nobre de um reino fictício. Tenha dó! A mesmíssima premissa, com um outro enredo pra dar uma diferenciada, mas que no fundo é a mesma merda. Tem até uma música que vai falando o nome de várias mulheres, assim como no outro filme dele. As músicas, por sinal, são todas horríveis. Fora que esse cara pra mim é insuportável, não consigo nem entender como que tem tanta gente que gosta. Dei nota 0,5 porque não tem como dar 0.
As vezes começo a pensar que nos anos 30 eramos menos moralistas do que atualmente porque aparentemente até depois do código Hays Ernst LUbitsch conseguia fazer alguns filmes seus passar pelas censuras da época. Diálogos espirituosos demais e a "(a)normal" safadeza de LUbitsch estão sempre presentes.
Comédia romântica musical vencedora do Oscar de melhor direção de arte, que é uma adaptação cinematográfica de 1934 da popular opereta de mesmo nome do compositor húngaro Franz Lehár (1870-1948). O filme foi a maior bilheteria de 1934.
Houve outras 20 versões desta mesma estória, incluindo filmes para a TV, curtas e um seriado. Uma versão francesa deste filme, também estrelada por Maurice Chevalier (1888-1972) e Jeanette MacDonald (1903-1965), foi filmada ao mesmo tempo que este. Os dois atores não se deram bem durante as gravações do filme sendo, assim, a colaboração final deles com o diretor alemão Ernst Lubitsch (1892-1947).
Não é dos melhores filmes do diretor, mas tem alguns de seus momentos mais líricos, como quando a câmera acompanha Macdonald dançando sozinha antes de Chevalier finalmente se levantar para se juntar a ela. Lubitsch era o mestre da sutileza e da gravidade romântica. Este filme é mais reflexivo, sombrio e emocionalmente ambivalente do que os esforços anteriores do cineasta, uma estória que parece muito ciente da passagem do tempo e da invasão da mortalidade que as obras anteriores haviam suprimido com tanta elegância.
Meu pai disse que é um filmaço...preciso assistir.
Era de ouro do cinema.