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Duração
Quando o homem formou o primeiro rebanho, ele começou a procurar uma maneira de ser compreendido pelo gado e uma das formas encontradas foi o canto. No Brasil, esse canto é chamado de aboio e já foi amplamente utilizado por vaqueiros para apaziguar os rebanhos, levá-los para as pastagens, guiá-los em longas viagens ou mesmo orientar companheiros. O documentário exibe vaqueiros que ainda conservam a memória do aboio, com uma abordagem poética da vida, do tempo e do imaginário dos homens do sertão. Além disso, o filme faz uma ligação entre a cultura popular e erudita no Brasil, por meio de entrevistas com artistas que usam referências do universo dos vaqueiros, como Naná Vasconcelos, Elomar e Lirinha (Cordel do Fogo Encantado).
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que marco cultural esse filme!!! que lindo esse registro dessa tradição fantástica!!!!
"O prazer de quem tem saudade
é saudade todo dia.
A saudade é tão ingrata
que todo dia maltrata.
Além de maltratar, mata
a quem não tem alegria.
Ela é maltratadeira,
além de ser matadeira.
Ô saudade companheira
de quem não tem companhia."
Adorável documentário.
A mística relação do vaqueiro com a boiada é evidenciada de forma poética, simples. É interessante notar a paradoxalidade existente entre as práticas de vaquejada e aquelas de quem necessita fazer para ganhar o pão, viver, enfim. Outro ponto que chama atenção é o respeito de boa parte dos vaqueiros com o seu objeto de trabalho... o modo de chamar, de repelir: o aboio é peça fundamental na comunicação existente entre a manada e esses valentes profissionais.
A fotografia me lembrou um pouco alguns trechos de Estamira.
No geral, aconselho a assistir!
Já sei aboiar.
Que trilha sonora MARAVILHOSA!!! Que filme, que espetáculo! Ótimo filme ^^