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Oiiii tudo bem? Pode me fazer algumas recomendações?? Bjs!
Vitor, vou ver o filme que você me indicou.
Saudades, viu?
Olá Vítor! Seja bem-vindo!
Grato por adicionar e curtir o meu comentário sobre o filme nacional.
Precisávamos ver tudo aquilo, no bom sentido da experiência! kkkkk
Poucos artistas parecem maiores do que a própria cultura pop quanto o caçula dos Jackson Five. Ao biografar uma figura desse tamanho, o desafio é desvendar o homem por trás do mito.
Mas Michael, de Antoine Fuqua, escolhe outro caminho: o de reconstruir aquilo que já é familiar ao espectador.
A linha do tempo com os principais marcos da carreira se acumulam entre o abuso psicológico do pai, a tentativa de reconectar com a própria criança interior e o retrato de multidões histéricas com a sua fisicalidade no palco.
Só que o capricho dos números musicais, coreografias e bastidores de clipes que recuperam parte da energia que transformou Michael Jackson em um fenômeno pouco entregam além do que já se pode encontrar nas suas performances públicas.
O que predomina em cena é sua máscara social: a versão higienizada, passiva e pueril que só parece existir a partir do conflito com Joseph.
Não entendemos como ele foi além do talento bruto e precisou recorrer à disciplina, ambição e frieza para suportar a pressão da fama. Apesar de ter dito em vida que detestava turnês, o protagonista é retratado quase sempre confortável carregando o peso do título de rei do pop.
Com um material tão controlado em mãos, a criação artística também vira fórmula: MJ assiste a um filme de terror, surge Thriller. Vê uma reportagem, nasce Beat It. Como se genialidade fosse um estalo conveniente.
Os diálogos seguem a mesma lógica: literais, expositivos e sem subtexto. Nada vive nos silêncios, e isso pesa em uma história marcada pela incapacidade de comunicação entre pai e filho.
Ainda assim, seria injusto ignorar o esforço técnico.
O filme tenta construir algo digno dentro das limitações que aceita - e em vários momentos consegue.
Por isso, Michael funciona mais como um grande show do que como um drama biográfico.
Encena o espetáculo e reverencia o ícone, mas evita a pessoa.