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Duração
Dois namorados recém-casados veem sua felicidade ameaçada quando sua casa é invadida por pessoas ávidas por aquisições, e que constantemente trazem móveis novos.
Abril é uma parábola sobre a sociedade de consumo. Este curta, dos anos de aprendizagem de Iosseliani durante a era soviética em sua Georgia natal, é uma encantadora, divertida e aguçada fábula contemporânea sobre a vida moderna.
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Já posso assumir-me como deste diretor: tendo visto os seus três trabalhos iniciais, encantei-me com seu senso de humor poético e pelo rigor com que ele dispõe os atores e objetos nos cenários expressivos. Neste caso em particular - mistura pessoal de elementos hitchcockianos e tatianos - percebemos que sua influência foi determinante para a feitura de um longa-metragem recente de Alexandre Koberidze: algumas cenas são incrivelmente decalcadas! Gostei muito do apelo erótico nos encontros do casal central, visto que seus beijos são capazes de acender luzes, ligar torneiras, acender as chamas do fogão... O modo com o diretor apresenta as conseqüências coletivas das pendengas íntimas é brilhante. Amei a sonoplastia, a "língua inventada" e os efeitos fotográficos poéticos envolvendo o corte de uma árvore. Uma aula de cinema e convivência, uma declaração de amor ao próprio amor! (WPC>)