Ação a toda prova nessa grande produção estrelada por Malcom McDoweell, sobre um esquadrão da RAF na Primeira Guerra Mundial, onde pilotos vivem cara a cara com a morte, na luta contra os alemães com o retorno elevado dos pilotos e a tensão dos sobreviventes, os pilotos terão que cada vez mais colocar as suas vidas em risco para continuarem vivos.
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Faz bastante tempo que tinha assistido a esse filme e resolvi revê-lo. A primeira coisa que me atentei no filme foram os erros técnicos e históricos. Os SE5, por exemplo, são SV.4s (máquinas pós-guerra) maquiados para parecer tal qual os aviões da RAF na época - que até enganam não fossem pelo formato das asas. O filme mostra, pelo menos duas vezes, esses "SE5's" lutando contra um Fokker Eindecker (réplica fiel), quando em 1917 (época do filme) esta última aeronave já estava fora de serviço.
Deixando de lado esses outros aspectos que podem irritar o fã de aviação de guerra, como cinema o filme não é tão ruim. O filme tem o mérito de mostrar realisticamente a vida de um esquadrão de guerra na primeira grande guerra, focando na dicotomia do aviador novato e afoito, sedento por voar e lutar - personificado aqui na figura do Tenente Croft (Peter Firth) - e as mentes perturbadas dos veteranos, que tentam de todo modo em terra esquecer o inferno que passam nos ares. Mostra bem como a vida do piloto na época era fugaz, e tem uma cena interessante nesse sentido que exemplifica isso: quando o Major John Gresham (interpretado magnificamente por Malcolm McDowell) fala com o alto comando solicitando que o pilotos usassem para-quedas e o General Whale (Ray Milland) nega com o argumento que isso faria com que os pilotos abandonassem suas aeronaves ao menor sinal de perigo. Além de ser um fato verídico (os pilotos não usarem para-quedas e a noção que isso influenciaria na motivação de lutar), mostra bem como na RAF o piloto (como indivíduo) era tratado apenas como um elemento até talvez muitas vezes menos importante que a própria aeronave. Os ases ingleses, por exemplo, não tinham seus nomes divulgados e laureados como heróis nacionais como faziam a Alemanha.
As cenas de dogfights (lutas "corpo a corpo" entre aeronaves) também são um ponto alto do filme. São bem executadas para época, quando não havia recurso de computação gráfica tão usada nos péssimos Flyboys (2006) e Der Rote Baron (2008). Aces High é um filme decente sobre um tema pouco explorado no cinema.
Filme sem grandes atrativos, que provavelmente funciona melhor com fãs de aviação.