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"Na imponente arquitetura de Manhattan e Wall Street, como numa Roma neoclássica, mulher de vermelho e personagens airosos tentam a sorte, postados ambiguamente entre o mais mundano afã e alguma transcendência mítica."
Este trabalho é uma tentativa de aproximação, por várias frentes diferentes, de Agripina é Roma Manhattan, curta-metragem no formato super-8 realizado por Hélio Oiticica em 1972, durante sua estadia em Nova Iorque. Consequentemente, este trabalho se aproxima de outras produções cinematográficas do universo rico e singular do artista.
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Ok, sou fã do Hélio Oiticica. Admito que já uma verve experimental em sua translação do chiste mallarmeano para as escadarias de Wall Street, mas, da maneira como surgiu, soou-me desagradabilíssimo em seu tom ostentatório, em seu pantim de artista privilegiado, realizando uma pretensa ação "afrontosa" que resvala no senso comum nova-iorquino. Detestei a ode à cocaína logo no início, irritei-me com o uso da trilha cancional anglofílica (Jefferso Airplane, Jimi Hendrix, etc.), só não leva um zero completo porque a aparição de transeuntes negros ao final dota o filme de um clamor identitário involuntário e/ou espontâneo. Mas, nacionalmente, definitivamente não sinto-me contemplado pela marginalidade opulenta deste curta-metragem, urgh! :( - WPC>