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Duração
No século XVII, para garantir a posse da região, disputada com piratas espanhóis e holandeses, os portugueses construíram um forte no ponto em que as águas escuras do Rio Negro encontram as águas claras do Rio Solimões, formando o rio Amazonas. Em torno do forte, nasceu a cidade de Manaus. Alli viviam os índios Manaús, guerreiros que adoravam Manari, o Bem, e dele receberam a ordem de combater todos os invasores da floresta.
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Sinceramente galera, só assista quem estiver muito interessado por esta história, ou quem foi obrigado a ver por algum professor, ou quem (assim que nem eu) assiste qualquer filme, independente de ano, país ou gênero, porque ama cinema e quer conhecer cada filme.
É um filme chato, parado e desinteressante, e sobra pouca coisa pra valer a pena, como uma bela fotografia, o bom desempenho do ator principal, Paulo Villaça, ou ainda, ver a bonita atriz Sura Berditchevsky, bem nova e estreando no cinema em seu primeiro trabalho, no papel de Elisa.
Paulo Villaça soberbo em sua interpretação de Belchior Mendes de Morais, especialmente nas sequências de devaneios sobre seu conhecimento de mundo e amores, a mise-en-scène conseguiu um matador de índios humanizado no interior da barbárie colonizadora, todo tempo justificada nas investidas dos personagens. Um filme absolutamente antropofágico, onde Ajuricaba é o mote de onde deriva a consciência manauara, o pano de fundo das ponderações dramáticas, fazendo dialogar tempo contemporâneo e memória. Ajuricaba foi devorado pela selva, pela consciência histórica do manauara e pelo lirismo do diretor.
Gostei demais da fotografia. O filme é bem parado, poucas falas e bem extenso. Quase não consegui terminá-lo. Mas aquela simbologia que levantaram no final sobre a figura de Ajuricaba foi bem interessante. Não conhecia esse índio guerreiro.Gostei do filme por ter me dado a oportunidade de conhecê-lo.
Ao final do filme, eu estava perplexo: como uma obra tão poderosa como esta pode ser tão desconhecida?!
Apesar de o seu diretor ser um mero artesão eficiente, sem o mesmo vigor crítico dos artífices do Cinema Novo, este filme tem muitos pontos meritórios em comum com OS INCONFIDENTES, por exemplo: a reconstituição da História do Brasil a partir de uma perspectiva alinear, cujo roteiro toma partido de seu protagonista lancinado por crises existenciais (não obstante a realidade obrigar à feitura da tragédia, afinal aborda mui criticamente), é excelente, bem como as interpretações, e os componentes técnicos (fotografia, música, roteiro) premiados em diversos festivais ao redor do mundo... A composição silenciosa porém gritante de Rinaldo Genes é soberba, bem como toda a estupefaciente seqüência final, mas todo o filme é perturbador em seus relatos, suas lendas transmutadas em sons e imagens e arrependimentos, a crudeza de seu relato contemporâneo, suas interpretações cínicas, seus arroubos de genialidade contestatória previamente suprimidos pela oficialização do discurso dos vencedores... Um filmaço, favoritado com louvor! Com certeza o diretor Sérgio Andrade se inspira neste filme para realizar as suas produções: CACHOEIRA tem muitos aspectos em comum! (WPC>)