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Gaza é um menino de 14 anos que vive na costa do mar Egeu, na Turquia. Ao lado de seu autoritário pai, ele ajuda a contrabandear refugiados para a Europa, dando abrigo temporário até que eles consigam cruzar a fronteira. Gaza sonha em fugir dessa vida, mas não consegue se desvencilhar desse mundo sombrio de exploração e sofrimento. É possível não se tornar um monstro quando se foi criado por um?
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Denso e pesado, porem com um desenvolvimento final explicável porem não tão palpável pro crescente do filme..
Gaza sofre uma brutal ideologia do pai, um monstro sem escrúpulos e sádico, testemunha o mal trato e ate se afeiçoa pelos refugiados, ve a monstruosidade do pai estuprando a mãe e prendendo o filho dela no caminhão, vê uma cena lamentável da garota refugiada que gosta sendo aliciada pelo comandante de policia, tem seu futuro ceifado momentaneamente, sim apesar do pai espanca-lo, após a morte do próprio, ele achou o dinheiro e poderia ter ido estudar fácil em Istambul, ou seja tudo parecia se encaminhar para um crescimento contra tudo, mas não, o rapaz fica pior que o pai..muito mais sádico, frio e monstruoso...
É plausível, ate é, a fruta nunca cai longe do pé, mas é totalmente desconfortável, mesmo com todos indícios de que poderia ser diferente e tinha potencial para isso, os acontecimentos quase carregam o gaza para o outro lado, ate a narrativa do proprio mais velho indica isso..
Um ponto negativo, pelo menos pra mim, o ator que interpreta o garoto, se colocasse sei lá, um nabo no lugar, meio que daria no mesmo, nao tem expressão, nem facial, muito menos corporal, totalmente escola cigano Igor de interpretação..Um drama interessante.
Interessante a analogia que o diretor faz de um buraco negro no espaço com a condição de vida do garoto Gaza. E quem sou eu ainda pra julgar o desenvolvimento dele se eu desconheço totalmente o cenário real que se desenrola o filme.
A única coisa que sei é que todos ali são sobreviventes
"Daha" de Onur Saylak é um drama turco sólido e surpreendente. Começa por parecer cliché, mas surpreende pelo desenrolar, revelando-se um filme escuro e algo desconfortável. Vale a pena a sessão. Nota:3,5(0-5)
Se é difícil não sentir ódio do pai. mais difícil ainda é não sentir ódio do filho. O que vemos e um lado completamente diferente, pelo menos pelo que ouço dizer, do que é mostrado nas novelas do pais;
ñ é ruim , mas tinha potencial pra ser mais do que isso