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Em uma parte pobre de Nova Orleans vive uma família infeliz, os Wingfield. A maior fonte de renda deles, apenas US$ 150 mensais, provém de Tom (Arthur Kennedy), um idealista que se vê preso em um trabalho sem perspectivas. Tom sustenta sua mãe, Amanda (Gertrude Lawrence), que vive do passado, e sua irmã mais velha, Laura (Jane Wyman), uma deficiente física que em razão disto é muito tímida e escapa da realidade, colecionando pequenos animais em cristal. Apenas Jim O'Connor (Kirk Douglas), um colega de trabalho de Tom que se mostra muito gentil, consegue tirar Laura da sua concha. Porém acontece algo que frustra Laura e deixa Amanda descontrolada.
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Drama em preto e branco da Warner Bros. cujo roteiro de Tennessee Williams (1911-1983) e do alemão Peter Berneis (1910-1985) foi baseado na peça de Williams de 1944 com o mesmo título. Foi a 1° de suas peças a ser adaptada para a tela. Houve, ainda, outras adaptações: 1 versão para o cinema, 8 filmes feitos para a TV e 3 episódios para a televisão.
Alegadamente, Tennessee Williams não gostou muito desta versão cinematográfica de sua peça porque um toque final não encontrado no original foi adicionado bem no final, pouco antes do fade-out, contra a vontade de Williams. Isso implicou um final totalmente diferente e muito mais otimista para a estória. Orson Welles pressionou a Warner Bros. para dirigir o filme com um elenco desconhecido, mas foi recusado. Último filme da inglesa Gertrude Lawrence (1898-1952). Estréia no cinema de Chris Alcaide (1923-2004).
Jane Wyman (1917-2007) como uma deficiente e tímida Laura Wingfield é tocante e terna, Arthur Kennedy (1914-1990) apropriadamente cáustico e inquieto, e Kirk Douglas (1916-2020) trazendo seu carisma para o papel de cavalheiro comprometido, estão muito bem em seus papéis, ao contrário do exagerado desempenho de Gertrude, mas que não compromete o filme. Um pouco do diálogo do autor foi cortado ou suavizado, mas o que resta demonstra o extraordinário poder da peça e sua capacidade de retratar dolorosamente a fragilidade e a brutalidade da natureza humana.
Mesmo com boas atuações, não conseguiu me fisgar, mas descobri o motivo: mudanças na adaptação, não senti o espírito "Tennessee" que senti vendo outras obras dele adaptadas, agora vou tentar ver a versão com Katharine.
Outra belíssima obra cinematográfica, inspirada na peça de Tennessee Williams. Como sempre, um enredo regado de conflitos, com ótimos diálogos e uma excelente interpretação de Gertrude Lawrence.
De longe a melhor adaptação da peça de Tennessee Williams para as telas, foi guiado com maestria até o clímax.
Wyman e Douglas tiveram muita química e representaram de forma muito sensível a trama mais delicada da história.
E Gertrude Lawrence é impagável como a amargurada mãe do sul.
a obra fluiu maravilhosamente sobre o roteiro! lindo.
ótimo elenco! amei.