Dirigido por
Duração
Um dos últimos feitos do Presidente Lincoln foi autorizar a expansão da Union Pacific para o oeste dos EUA. Jeff Butler é contratado para assegurar que a famosa via férrea transcontinental chegue a seu destino dentro do prazo. Mas o inescrupuloso banqueiro Asa Barrows fará de tudo para impedir seu intento.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Marília Mendonça: Sentimento Louco
Muito boa produção , apesar de De Mille largar o épico religioso, aqui é um épico histórico americano da colonização do oeste através da construção das ferrovias e a chegada da modernidade. Confesso que em muitos momentos a trama me escapuliu, um tanto desinteressante no todo os dilemas dos personagens apesar de um grande pane de fundo histórico.
Mais um (bom) filme que relata a saga do povo americano para implantar uma estrada de ferro que cortasse o território de Leste a Oeste. Naquela época já haviam políticos com uma visão de futuro, preocupados no desenvolvimento dos EUA. E, um povo pioneiro, com um alto grau de patriotismo. Bárbara Stanwyck e Joel McCrea fazem o par de protagonistas, secundados pelo ator Robert Preston. No elenco a participação de Anthony Quinn, em uma rápida aparição como o "bad-guy" Jack Cordray.
Drama de faroeste indicado ao Oscar de melhores efeitos especiais. Este foi um dos filmes escolhidos de Hollywood para representar os EUA naquele que seria o 1° festival de Cannes, em setembro de 1939. Por causa da guerra, o evento foi adiado para 1946. Em 2002, um júri retrospectivo examinou alguns dos títulos que foram escolhidos de 1939 e este foi premiado com o filme de Cecil B. DeMille (1881-1959) com uma Palma de Ouro atrasada. O filme foi baseado no romance "Trouble shooter", de 1936, do autor de westerns de ficção Ernest Haycox (1899-1950), o longa é sobre a construção da ferrovia titular de mesmo nome no Oeste americano.
De acordo com uma notícia no "The Hollywood Reporter", Cecil B. DeMille dirigiu grande parte do filme de uma maca, devido a uma operação que havia feito meses antes. No entanto, os registros do estúdio indicam que DeMille desabou com a tensão de dirigir três unidades simultaneamente, e usou uma maca por cerca de duas semanas. Para o ataque indiano ao trem, a Paramount contratou 100 figurantes indígenas Navajo.
Épico típico de DeMille, um pouco exagerado e longo demais. Mesmo assim, um filme de qualidade. A subtrama do triângulo amoroso funciona bem e leva a história à sua conclusão. Esse DeMille do meio do período também marca a última vez que o diretor trabalhou em preto e branco. Joel McCrea (1905-1990), Robert Preston (1918-1987) e Barbara Stanwyck (1907-1990) causaram boa impressão aqui. Ostentando zelo patriótico, o épico de construção de impérios de DeMille é um de seus filmes mais impressionantes, com performances maravilhosas de boa parte de todo o seu elenco de coadjuvantes.
Vejo este filme mais como uma comédia do que como drama, e o problema é que não vi graça nas tentativas constantes de humor. DeMille é a cara do cinemão clássico, aqui ele é de um convencionalismo extremo, mesmo para o ano de 1939, por isso o filme envelheceu mal. É por esse convencionalismo que a gente consegue antecipar quase tudo que vai acontecer. As curvas dramáticas se anunciam sem sutilezas. É assumidamente cinema “modo fácil”, incorporando enfaticamente estereótipos e preconceitos, basta lembrar a maneira ridicularizante como os nativos são representados. Então, é incompreensível para mim que este filme tenha ganho a Palma de Ouro.
Stany e Joel McCrea nunca decepcionam!