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Data de lançamento
31 Jan. 2019Duração
Uma ciborgue é descoberta por um cientista. Ela não tem memórias de sua criação, mas possui grande conhecimento de artes marciais. Enquanto busca informações sobre seu passado, trabalha como caçadora de recompensas e descobre um interesse amoroso.
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Tem Alguns Spoilers...
"Alita: Anjo de Combate" veio ao mundo com a indústria da mídia jogando sujo contra ele. Antes mesmo da estreia, a imprensa e os críticos de plantão já falavam que a produção do Robert Rodriguez seria um fracasso anunciado nos cinemas. E toma, seus trouxas! O filme arrebentou, foi na contramão de tudo e cravou mais de 400 milhões de dólares globalmente na pura força do boca a boca.
A adaptação do mangá clássico de Yukito Kishiro é uma das melhores surpresas do cinema sci-fi recente. A produção e o roteiro do perfeccionista James Cameron aliados à direção inspirada do Robert Rodriguez — que me surpreendeu demais, saindo da sombra estilizada do cinema de Tarantino — entregaram um espetáculo autêntico, feito com coração, parecendo ser filme de fã.
O visual é fantástico! Os efeitos da Weta Digital e a direção de arte são impecáveis, mostram o planeta devastado por uma guerra antiga, e no presente sobra um lixão como memória, e uma gigantesca favela cibernética, a Cidade dos Sucatas em baixo, e o vidão da cidade flutuante de Zalem em cima. Que curiosamente, permanece como um mistério provocante, surgindo apenas em relances.
A computação é um capítulo a parte no filme, o que dizer do olhar da protagonista? Aquele "zoião" gigante e expressativo da Alita cria uma empática imediata de quem conhece um pouco o mundo dos animes, provando que a captura de movimento com a assinatura de Cameron está anos-luz acima da média.
Rosa Salazar rasga o nosso coração com uma atuação extraordinária sob o CGI. Ao lado dela, o elenco é uma covardia de talento: Christoph Waltz (como o Dr. Ido, que a acolhe no corpo mecânico da filha falecida), a espetacular Jennifer Connelly, Mahershala Ali, Jackie Earle Haley, Ed Skrein e as participações surpresa de Jai Courtney, Michelle Rodriguez e Edward Norton no final. As memórias e a força da garota vão se revelando conforme ela luta, e a mina simplesmente arrebenta!
As cenas de ação são viscerais. A batalha no beco é excelente, a confusão no bar dos caçadores de recompensa faz a gente arrancaras almofadas do sofá, mas é no violento e mortal Motorball que a gente pira de emoção! É uma correria do capeta, com a personagem mostrando porque é uma guerreira espacial! A coreografia dos combates tem uma dinâmica animal que deixa os filmes genéricos da Marvel no chinelo.
O final é foda, com o grande vilão Nova (vivido de relance por Edward Norton) só mostrando as caras na cena final e deixando a sequência pronta e engatada. "Alita: Anjo de Combate" peitou o sistema com coragem, identidade e alma. Foi uma experiência fantástica no cinema, e é um crime ver essa história até hoje sem uma continuação. Cadê "Alita 2", Robert Rodriguez?
Uma das melhores adaptações de mangá já feitas.
Visualmente impecável, cheio de ação fluida, universo bem construído e uma protagonista absurdamente carismática.
Só não leva nota maior porque o final parece metade de um filme — merecia continuação que nunca veio.
Tem um tempo que não assisto um filme com aquele climinha de tela quente. É um filme bem didático sobre a diferença social, mas tão caricato que trata as vezes a audiência como idiotas. Até o plot pra fazer uma reviravolta no romance foi bem ruinzinho, e o que dizer dos diálogos dos vilões e da mocinha? Digno de se assistir com uma mão na testa com vergonha de ta assistindo algo assim. Eu achei muito autoestima dos produtores e financiadores de entregar um filme sem terminar por achar que fez todo o dever de casa e a galera pedir um biz.
Detalhe para o ator Christoph Waltz que na minha cabeça ele tem uma mesuras maliciosas que não encaixa bem pra fazer um personagem mocinho, fiquei o filme inteiro esperando um ele se revelar o vilão final.
Eu gostei me prendeu do começo ao fim.
Que filmeco.