Com Raw e Titane a jovem Ducournau se posicionou num sub gênero onde poucos como o veterano Cronenberg ousaram e com uma pitada bastante atual de crítica social o que resultou nestas duas obras viscerais (no sentido da palavras) igualmente imperdiveis. Não é o caso de Alpha, cuja premissa parece melhor que a execução já que a trama roda em círculo para chegar no mesmo lugar criando uma expectativa que não se cumpre comparada aos longas citados. Vale a pena mais para ver a entrega total de Tahar Harin provando mais uma vez sua versatilidade e coragem nas escolhas do projetos.
Queria ver mais o horror corporal, mas esse desejo parte, em grande medida, por puro capricho meu. Afinal de contas, a diretora neste longa tem algo a dizer com essa obra e esse ''algo a dizer'' consegue ser dito com muita criatividade.
Gosto do modo visceral que Alpha mostra como as merdas que fazemos, em grande parte, são resultados das merdas que vivenciamos. E é bonito, mesmo que de um jeito meio torto, a alegoria sobre se abrir à complexidade do outro, antes que tudo vire pó.
Com Raw e Titane a jovem Ducournau se posicionou num sub gênero onde poucos como o veterano Cronenberg ousaram e com uma pitada bastante atual de crítica social o que resultou nestas duas obras viscerais (no sentido da palavras) igualmente imperdiveis. Não é o caso de Alpha, cuja premissa parece melhor que a execução já que a trama roda em círculo para chegar no mesmo lugar criando uma expectativa que não se cumpre comparada aos longas citados. Vale a pena mais para ver a entrega total de Tahar Harin provando mais uma vez sua versatilidade e coragem nas escolhas do projetos.
Queria ver mais o horror corporal, mas esse desejo parte, em grande medida, por puro capricho meu. Afinal de contas, a diretora neste longa tem algo a dizer com essa obra e esse ''algo a dizer'' consegue ser dito com muita criatividade.
Que filme lindo!
A cabeça dessa mulher me fascina de tal maneira.
Gosto do modo visceral que Alpha mostra como as merdas que fazemos, em grande parte, são resultados das merdas que vivenciamos. E é bonito, mesmo que de um jeito meio torto, a alegoria sobre se abrir à complexidade do outro, antes que tudo vire pó.