Drama inspirado em evento vida real no qual prisioneiros palestinos têm seu esperma contrabandeado para fora das prisões israelenses a fim de que seus parceiros possam conceber por meio de inseminação artificial.
Relato denúncia muito bem produzido, com ótimas atuações, a história triste e tb "estranha" pela questão central...um povo com hábitos tão conservadores e patriarcais, mas que explicitam o íntimo, e tornam banal algo tão particular, achei complexo e perturbador. Ótimo drama.
Direção primorosa de Mohamed Diab. Um filme importantíssimo a respeito desta violência para com as subjetividades femininas. O que me deixou incomodado foi a escolha da protagonista. Ela não me convenceu na atuação, diferentemente dos outros colegas do elenco. Tirando isso, um filme necessário para discutir sobre as mazelas existentes na região abordada.
Comovente demais! É difícil descrever os sentimentos que aparecerem depois de assistir a esse filme. Pra mim, foi uma coisa muito nova porque nunca tinha assistido a uma produção palestino-israelense, bem como nunca tinha visto um filme que abordasse algum aspecto dessa situação. No início, fiquei bastante confusa, mas, na medida em que a história se desenvolve, o coração vai ficando cada vez mais apertado:
a situação da mãe, que prefere ser renegada pela família e pela sociedade, depois de ter percebido o que de fato aconteceu, a ver a filha sendo excluída do convívio familiar por ser filha de um judeu; o casamento de uma pessoa presente e a outra apenas em uma foto, sem nunca terem se conhecido de verdade; a motivação do pai em querer ter filhos a partir de inseminação artificial. É um soco no estômago atrás de outro. Não tem como não sofrer vendo o comportamento da Amira ao descobrir ser filha de um judeu também, de achar que merece ser maltratada por isso, de ver a própria identidade sumindo ao saber ter o sangue de quem quer dizimar a comunidade da qual ela faz parte. Fiquei na dúvida também porque aprendi que o judaísmo é uma religião matriarcal, ou seja, só é judeu quem for filho de mãe judia; mas não sei como isso se aplica nesse conflito. O que me revoltou muito também foi a atitude do guarda em ter trocado os espermas: se se odeiam tanto, por que fazer com que uma mulher palestina tenha uma criança dele? Nossa, muito desumano; parece inexplicável. Ademais, fiquei muito triste com a situação dos prisioneiros de guerra, que passam o resto da vida em uma prisão israelense, sem chance a uma vida minimamente digna.
Enfim, triste com a história e cada vez mais certa de que a ONU não serve pra nada.
Relato denúncia muito bem produzido, com ótimas atuações, a história triste e tb "estranha" pela questão central...um povo com hábitos tão conservadores e patriarcais, mas que explicitam o íntimo, e tornam banal algo tão particular, achei complexo e perturbador. Ótimo drama.
Uma história sutil, curiosa e comovente. Filmes sobre nações e povos muçulmanos sempre surpreendentes.
Não estava preparado para isso
Direção primorosa de Mohamed Diab. Um filme importantíssimo a respeito desta violência para com as subjetividades femininas. O que me deixou incomodado foi a escolha da protagonista. Ela não me convenceu na atuação, diferentemente dos outros colegas do elenco. Tirando isso, um filme necessário para discutir sobre as mazelas existentes na região abordada.
Comovente demais! É difícil descrever os sentimentos que aparecerem depois de assistir a esse filme.
Pra mim, foi uma coisa muito nova porque nunca tinha assistido a uma produção palestino-israelense, bem como nunca tinha visto um filme que abordasse algum aspecto dessa situação.
No início, fiquei bastante confusa, mas, na medida em que a história se desenvolve, o coração vai ficando cada vez mais apertado:
a situação da mãe, que prefere ser renegada pela família e pela sociedade, depois de ter percebido o que de fato aconteceu, a ver a filha sendo excluída do convívio familiar por ser filha de um judeu; o casamento de uma pessoa presente e a outra apenas em uma foto, sem nunca terem se conhecido de verdade; a motivação do pai em querer ter filhos a partir de inseminação artificial.
É um soco no estômago atrás de outro.
Não tem como não sofrer vendo o comportamento da Amira ao descobrir ser filha de um judeu também, de achar que merece ser maltratada por isso, de ver a própria identidade sumindo ao saber ter o sangue de quem quer dizimar a comunidade da qual ela faz parte.
Fiquei na dúvida também porque aprendi que o judaísmo é uma religião matriarcal, ou seja, só é judeu quem for filho de mãe judia; mas não sei como isso se aplica nesse conflito.
O que me revoltou muito também foi a atitude do guarda em ter trocado os espermas: se se odeiam tanto, por que fazer com que uma mulher palestina tenha uma criança dele? Nossa, muito desumano; parece inexplicável.
Ademais, fiquei muito triste com a situação dos prisioneiros de guerra, que passam o resto da vida em uma prisão israelense, sem chance a uma vida minimamente digna.
Enfim, triste com a história e cada vez mais certa de que a ONU não serve pra nada.