Dirigido por
Duração
Um misterioso triângulo amoroso do passado ressurge anos depois. Miguel (Aderbal Freire Filho) e Lúcia (Augusta Ferraz) estão prestes a comemorar seu aniversário de 40 anos de casamento, mas a chegada de Maria Eugênia (Juliana Carneiro da Cunha) acaba atrapalhando os planos do casal, já que junto com seu retorno, voltam também as memórias dos amores vividos entre Miguel e Maria, além dos horrores dos anos de chumbo, período da ditadura militar no Brasil.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Um filme com uma questão delicada, mas que não envolve, mesmo com dois atores que curto, a história por muitas vezes parece ser vazia e não te conquista, esperei muito mais por ele.
Um filme bom. Abordar a Ditadura fora do eixo Rio - São Paulo foi uma boa. Um filme que envolve dilemas complexos de um período muito difícil para solucionar anos e anos mais tarde...isso me causou até sufocamento.
Amores de Chumbo tem uma forma peculiar de tratar um tema que, pelo menos pra mim, é pouco trabalhado no cinema: o amor na terceira idade. Sei lá, esse tema MUITO raramente é o foco de um enredo e aparece apenas como algo que acontece, mas não é explorado, enfim. Daí entra o mérito da Tuca Siqueira de explorar a relação passada das personagens, mas deixando os fatos surtirem efeito no presente. Tais cenas seguem um ritmo mais lento, com momentos longos de silêncio, mas isso não é necessariamente ruim. Pelo contrário: mostra a capacidade dos atores de saberem passar a mensagem sem 'apelar' pro caricato.
Achei muito legal também a escolha de Recife como cidade retratada no filme. Além da cidade acabar se tornando um personagem também, é bom porque a maioria dos filmes que têm a ditadura militar como pano de fundo concentra seus enredos em São Paulo (O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, entre outros) e Rio (Deslembro, por exemplo).
Eu também acho que destoa dos outros filmes de ditadura porque o foco aqui é outro. Não é sobre o período em si, mas sim do efeito que ele teve nas pessoas. O ponto de vista de cada uma das personagens guia diferentes percepções sobre acontecimentos de uma época que, muito infelizmente, foi marcante aqui no Brasil.
Por fim, Amores de Chumbo é daqueles filmes que sempre serão relevantes, mas mediante o cenário político daqui, é AINDA MAIS essencial. Essa ascensão eleitoral do conservadorismo aqui casa com a multiplicidade de percepções quanto à ditadura militar - ou seja, a relação com a realidade atual é a grande sacada do filme.
Muito do caralho.
Não tinha lido a sinopse quando fui pra exibição do filme e esperava uma coisa mais trash, por ter como pano de fundo a ditadura. Mas o filme consegue ser todo sensível, narrando laços de amor herdados de um regime totalitário. Nos faz refletir sobre escolhas e em como uma época ruim pode deixar marcas atemporais na vida das pessoas, sejam marcas de angústia ou de amor.
Uma bonita história de amor, só!