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Um homem ama, em segredo, uma mulher. Mas ela está apaixonada pelo charmoso chefe dele. No entanto, tudo o que este último quer é vender um apartamento para a irmã dela. A irmã quer comprar o apartamento mesmo com a desaprovação de seu marido. O insignificante marido não concorda com o inesperado reaparecimento, depois de anos, de seu cunhado, que se torna confidente do homem que ama.
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Tão fofooooo, gostei muito dos personagens e das suas inusitadas ligações. Um filme que prende e encanta. Muito bom!! <3
Alguém teria de corrigir essa sinopse furada aí.
Uma comédia? Um musical? Um pastelão?.......?......?.......? Para mim, na verdade, uma chatice.
Há um que de maravilhoso na arte da grande tela e, muito mais e estranhamente gostoso, é o teu olhar ao assistir um filme. O que tu vê e o que tu sente é somente teu e as tuas impressões são pessoalmente tuas.
Começo assim após ler os comentários e impressões sobre On Connâit la Chanson que sugere uma leve comédia de boulevard, repleta de cançonetas, baguetes e torres Eiffel. De certa forma, é isso mesmo. O humor transborda dos diálogos, as canções irrompem a todo momento da boca dos personagens, Paris está presente até no fundo das cenas interiores, e nem as baguetes deixam de ter seu momento de glória. Amores Parisienses é provavelmente o filme mais descontraído da carreira de Alain Resnais – e o melhor em muito tempo. Mas passa bem longe do boulevard.
Para começar, a comédia gira em torno de temas recorrentes no autor de O Ano Passado em Marienbad e Meu Tio da América: História, memória, acaso, suposições, enganos. A trama, irresumível, movimenta uma ciranda de personagens. A executiva Odile (Sabine Azéma) vive uma tripla crise – conjugal, de consciência e de moradia. Sua irmã Camille (Agnès Jaoui), guia turística acometida de síndrome do pânico, encanta-se por um agente imobiliário (Lambert Wilson) ao qual você não confiaria as chaves do seu apartamento. Um escritor de radionovelas (André Dussolier) e um homem de negócios (Jean-Pierre Bacri) também gravitam em torno delas. Nada de sério, mas muito de engraçado, acontece entre eles. O melhor: ninguém sabe de fato o que o outro é.
Assim como Odile acaba comprando um novo apartamento sem suspeitar que um prédio mastodôntico logo será construído à sua frente, roubando-lhe a bela vista da cidade, o espectador de Amores Parisienses deve estar preparado para um filme alheio aos cartões postais da comédia romântica. A peça principal da cenografia é uma horrenda escultura que se assemelha a uma pilha de pratos por lavar, erguida diante do novo prédio de Odile. A Paris que se deixa entreolhar ao longo do filme é impessoal e indiferente. E na seqüência da festa final, para onde convergem todas as pontas da história, Resnais se dá ao lixo de fundir a imagem dos atores com uma pavorosa água-viva em movimento.
Ora, bolas. Quem não embarcar na ironia com que tudo é tratado corre o risco de comprar gato por lebre. Ao mesmo tempo em que celebra o amor e a compaixão, Amores Parisienses zomba da seriedade que atribuímos a tantas coisas fúteis e da nossa imensa capacidade de nos fazer de trouxas. Por trás da divertida quadrilha de flertes e equívocos encontra-se gente deprimida, cínica e amarga. Apesar disso, o que prevalece no filme é a estranha sensação de presenciar doentes que cantam. Literalmente. Quando menos se espera (na verdade, esperamos o tempo todo), os atores passam da fala ao canto e de volta à fala, como se abrissem espaço para um pensamento ou mesmo complementassem um diálogo. O efeito é ora hilariante, ora simpaticamente ingênuo
Quem canta seus males espanta, já dizia o velho ditado. E é a partir dessa idéia banal, o veterano Alain Resnais, 80, só confirma seu lugar no panteão dos monstros vivos do cinema: aqueles que, a despeito da idade, guardam o poder de assombrar.
O autor de obras tão absolutas como "Hiroshima Meu Amor" e "O Ano Passado em Marienbad" compõe, em "Amores Parisienses", aquilo que na linguagem musical se chama "divertimento".
Para resumir, "Amores Parisienses" é uma ciranda, uma dança em que os pares se formam e se deformam no ritmo da música.
Portanto, aqui uma crítica aos críticos aqui em filmow, não se engane com o título brasileiro infame. "Amores Parisienses" é um quase-musical. Não chega a ser um musical no sentido estrito porque não utiliza a dança como fator de encantamento. Mas chega bem perto de ser um musical, com toda aquela artificialidade associada ao gênero, no qual ao menor estímulo os personagens disparam a cantar.
Um filme gostoso de se ver e deliciosamente alegre que alegra os 117 minutos de sua duração.
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O Filme está em meu blog no Índice COMÉDIA, página 18.
Do ponto de vista que o diretor é o Resnais, decepciona.