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Data de lançamento
25 Abril 1979Duração
Um escritor de meia-idade divorciado (Woody Allen) se sente em uma situação constrangedora quando sua ex-mulher decide morar com a companheira e publicar um livro, no qual revela assuntos muito particulares do relacionamento deles. Neste período ele está apaixonado por uma jovem de 17 anos (Mariel Hemingway), que corresponde a este amor. No entanto, ele sente-se atraído por uma pessoa mais madura, a amante do seu melhor amigo, que é casado.
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manhattan é, sem dúvidas, o meu filme preferido do woody allen. conheci anos e anos atrás depois de assistir “medianeras”, e fui atrás do filme que compõe uma cena. era manhattan.
a fotografia, o preto e branco, a trilha sonora, nova york noturna… tudo é perfeito. os diálogos acelerados de um woody neurótico e problemático - como sempre - dão o tom cômico ao filme. diane keaton simplesmente deslumbrante e icônica comprovando que foi uma das atrizes mais interessantes do cinema, em uma personagem complicada, intelectual, dramática e impulsiva. apaixonante.
vemos, também, uma meryl streep deusa, revoltada com o ex marido, causando os melhores surtos do woody. genial.
além disso, há dois anos, esse é o filme que mais assisti com meu amor. eu e meu namorado assistimos tantas vezes que, hoje, já com uma relação diferente, só de assistir a abertura consigo lembrar do sentimento de casa: nós dois sem roupa, enrolados no cobertor, um no colo do outro, pipoca que ele fazia, a tv no quarto, nada nos perturbando.
ele dava play no filme: “chapter one”, e eu era feliz.
mas, como no final, penso como a jovem hemingway: precisamos ter um pouco mais de fé nas pessoas.
que filme lindo.
Aqui todo o romantismo novaiorquino, exaltado pelo ufanismo do diretor, se contrasta como pano de fundo de uma história sobre personagens mesquinhos e autocentrados, presos a uma vida de superficialidade, egoísmo e mediocridade. Ironicamente, a personagem menos imatura emocionalmente é a adolescente de 17 anos.
Esse estilo de filme, numa espécie de minimalismo urbano focado nas relações interpessoais, com planos mais longos e contrastando com o ritmo frenético de cortes das produções atuais, me cativa bastante.
Manhattan — além da bela fotografia (não apenas no sentido paisagístico, num preto e branco melancólico, atemporal, mas pela primorosa escolha de planos e estrutura visual) —, tem um excelente texto.
As dinâmicas de relacionamentos e amizades que a vida nos traz, nos expõem a um grande grau de neurose, e Woody Allen, dentro do seu estilo, aborda isso muito bem.
Respeito todo autor que possui uma identidade clara. Gostando ou não da obra, dificilmente se deixa de reconhecer que é um filme de Woody Allen.
A fotografia é bem charmosa, encantadora e realmente Manhattan é um personagem à parte. Woody Allen é um dos meus diretores favoritos, esse filme é considerado um de seus melhores, achei bom, mas não me atraiu tanto como aconteceu com a maioria.
Sempre será o meu filme favorito do diretor, o visual, os dialogos, a trilha sonora e esse final, que é uma clara referência ao final de Luzes da Cidade do Chaplin. Simplesmente fantástico!