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Data de lançamento
5 Out. 1961Duração
Holly Golightly é uma garota de programa nova-iorquina que está decidida a casar-se com um milionário. Perdida entre a inocência, ambição e futilidade, ela toma seus cafés da manhã em frente à famosa joalheria Tiffany's, na intenção de fugir dos problemas. Seus planos mudam quando conhece Paul Varjak, um jovem escritor bancado pela amante, que se torna seu vizinho, com quem se envolve. Apesar do interesse em Paul, Holly reluta em se entregar a um amor que contraria seus objetivos de tornar-se rica.
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Parece bobo de início mas logo há uma carga dramática bem trabalhada, vale a pena assistir.
Achei ousadinho para a época! Gostei, mas não senti ela tão apaixonada por ele! O que não gostei foi do senhorzinho fantasiado de japonês (ridiculo) e o coitado do gato que era jogado pra todo lado.
Bonequinha de Luxo era um daqueles clássicos que estava há anos na minha lista, mas que eu nunca tinha parado para assistir. Depois de finalmente dar uma chance ao filme, só consigo pensar em uma coisa: por que demorei tanto? É impressionante como uma obra lançada há tantas décadas continua tão atual. Holly Golightly é uma personagem muito à frente do seu tempo: uma mulher livre, independente, moderna e que se recusa a viver de acordo com as expectativas impostas pelos outros.
E o que dizer dos figurinos? Um mais icônico que o outro. Audrey simplesmente ilumina cada cena, e seu carisma torna Holly uma personagem inesquecível. O filme consegue equilibrar charme, romance, humor e momentos mais sensíveis de uma forma que continua funcionando até hoje.
[/spoiler] Confesso que uma cena perto do final me deixou bastante angustiado — quem, assim como eu, se apega aos animais provavelmente vai entender o motivo. Felizmente, tudo termina da melhor forma possível. [spoiler]
No fim, Bonequinha de Luxo é um clássico por uma razão: elegante, encantador e atemporal. Uma obra que realmente merece ser assistida por todos.
É divertido, tem romance (meio tóxico) e é um clássico
Um clássico que influenciou até a moda desde a época até os dias de hoje. Quem não se lembra do look icônico de vestido preto da Holly? Ela saindo do táxi de manhã, andando na calçada com o vestido, as pérolas, o cabelo lindo, comendo um croissant e tomando café enquanto olha a vitrine da Tiffany's. É o auge da solidão sofisticada. Não é à toa que foi indicado a cinco Oscars e venceu dois. [ Spoiler] Que filme lindo! Moon River do Henry Mancini combina muito com a ambientação e composição. Vale lembrar que tentaram tirar a música do filme, mas a Audrey insistiu impedindo o corte. Senti dó do gato, vi que ele se chama Orangey e ganhou dois Patsy pelas atuações. Fiquei bastante incomodada com as cenas de maus-tratos, achei muito reais. Acho legal o gato ser o reflexo emocional da Holly, ela querer pertencer a algo, mas ao mesmo tempo ter medo, não criar raízes, não se comprometer. Não tem como ignorar o Sr Yunioshi do Mickey Rooney, o filme mal começa e já causa aquele mal-estar, um ator branco, maquiado, com próteses exageradas e forçando um sotaque para parecer asiático é uma falta de respeito enorme à comunidade nipo-americana e à cultura japonesa, mesmo para a época. A cena acaba apagando parte da beleza do roteiro, felizmente o filme retoma bem o andamento e reconquista a gente. Eu me pergunto, ninguém no set questionou aquilo? No livro de Truman Capote o personagem era só um fotógrafo nipo-americano que trabalhava em uma boa revista e se irritava com a Holly viver sem as chaves. O diretor Blake decidiu mudar a estética para essa caricata sabendo muito bem o que fazia. O yellowface aqui é um ato de exclusão disfarçado (ou não). O autor original odiou a maioria das adaptações que fizeram, e com razão. O filme captura perfeitamente a vida social frenética e muitas vezes vazia da elite. O momento em que ela encontra o gatinho molhado e coloca no casaco e beija o Paul é um ótimo final. É a redenção da personagem que entende que estar com alguém não é o fim da sua liberdade. Gosto da cena em que eles tentam comprar coisas com apenas dez dólares, também do contraste de quando eles roubam as máscaras, por meio dos personagens, o filme inteiro mostra as máscaras que usamos para sobreviver na sociedade. Holly se mascara de socialite e o Paul de escritor. Ela rouba a máscara de gato, ironicamente o animal que ela se recusa a nomear e que diz não ser dona, e acho que é proposital do roteiro. Ótimas atuações da Audrey Hepburn e George Peppard.