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Berlim, na época romântica. O jovem poeta trágico Heinrich deseja superar o lado inelutável da morte graças ao amor: tenta convencer a prima Marie a combater o destino ao determinar juntos o seu suicídio, mas a Marie é cética apesar da insistência dele. Heinrich fica deprimido pela falta de sensibilidade da prima, enquanto Henriette, uma jovem mulher casada de quem Heinrich também tinha se aproximado, parece repentinamente ficar tentada pela proposta quando sabe que tem uma doença incurável. Uma "comédia romântica" livremente inspirada no suicídio do poeta Heinrich von Kleist em 1811.
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Um tema delicado com uma narrativa propositalmente lenta. Resultado interessante porém regular.
Comédia romântica com aspas (como consta da sinopse) ou não, este filme passado no início do século XIX definitivamente não é. Mesmo porque o suicídio só é engraçado se der errado e a pessoa sobreviver, algo assim.
Não é o que ocorre aqui. É uma história romântica, com alguns lances de tragédia isso sim. Parece que você está lendo um livro de Goethe em certos momentos - aliás o autor é citado por um dos personagens a certa altura.
Achei interessante a estética do filme. móveis e cenários que me pareceram modernos demais para a época, certa claridade nos ambientes que não seria muito fácil de se encontrar antes da energia elétrica etc. Mas posso estar enganado, claro.
Não havia muito a se fazer em família naquele tempo, então duas canções são repetidas à exaustão. Digamos que tem certo espírito da época e chega a ser interessante quando os burgueses expõem suas ideias nas reuniões entre amigos.
Um filme poético, delicado e muito sensível, mas dolorido, por se tratar das dores da alma. As piores que tem, sem diagnósticos e sem esperanças. Levam o ser humano a cometerem loucuras, muitas delas sem volta.
Fiquei sem palavras no final, senti dor, uma imensa dor.
cara...que brisa, nem Byron pensaria nisso...