No início, e pelo título, parece estarmos diante de uma produção que valoriza as tradições culturais juninas, aqui em Sergipe. E isso já renderia um roteiro incrível, conhecendo-se os talentos directivos do realizador em pauta. Porém, justamente por conhecê-lo, sabemos que ele faria uma guinada subversiva, o que de fato ocorre: pegando carona no pioneirismo que batiza o grupo de dança da qual as protagonistas participam, o realizador concebe um manifesto transexual em defesa do direito inabalável ao brilho, compartilhando entre todos os participantes do filme. A câmera atira-se no meio do forró, rodopiando frenética e excitada, contagiando o espectador com a alegria legítima das personagens reais: puro cinema de fluxo, validando a urgência no resgaste (e transformação) daquilo que nos faz feliz. Muito bom! (WPC>)
No início, e pelo título, parece estarmos diante de uma produção que valoriza as tradições culturais juninas, aqui em Sergipe. E isso já renderia um roteiro incrível, conhecendo-se os talentos directivos do realizador em pauta. Porém, justamente por conhecê-lo, sabemos que ele faria uma guinada subversiva, o que de fato ocorre: pegando carona no pioneirismo que batiza o grupo de dança da qual as protagonistas participam, o realizador concebe um manifesto transexual em defesa do direito inabalável ao brilho, compartilhando entre todos os participantes do filme. A câmera atira-se no meio do forró, rodopiando frenética e excitada, contagiando o espectador com a alegria legítima das personagens reais: puro cinema de fluxo, validando a urgência no resgaste (e transformação) daquilo que nos faz feliz. Muito bom! (WPC>)