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Douglas Fairbanks Jr. é Bill O´Brien, um futuro gângster que se associa a Nina Barona (Rita Hayworth), uma dançarina azarada, num esquema de fraude que os leva a ganhar mais do que planejaram. Ben Hecht escreveu, produziu e dirigiu este fascinante estudo de caráter, do mundo desolador dos perdedores e mais especificamente, de dois trapaceiros vivendo no perigoso submundo da cidade de Nova Iorque. Fazendo o papel de uma dançarina sem sucesso, Hayworth se mostra absolutamente magnífica nesta solene mistura de fantasia e realidade. Ambos Hecht e Fairbanks não conheciam muito bem Hayworth, quando da escolha do elenco, e jamais imaginariam que ela logo se tornaria uma super estrela. Eles se impressionaram com o resultado, tanto quanto os críticos. Rita Hayworth se encaixou com perfeição no papel de Rita, relata "The Hollywood Reporter". Interpretando personagens arruinados lutando acima de seus limites para erguer-se, Hayworth e Fairbanks mostram uma atuação de opressão e descontrole, tornando Angels OverBroadway um drama espetacular.
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Começando Angels Over Broadway 1940, eu já tinha uma expectativa formada. A própria sinopse me fez esperar mais do que o filme realmente entrega; eu realmente achei que viria algo maior, mais forte, mais marcante. E embora o filme seja bom, eu não posso negar que senti que faltou alguma coisa, como se algumas peças nunca tivessem se encaixado totalmente.
Uma das primeiras coisas que me chamaram atenção foi aquela cena no restaurante. Engraçado que o cara do restaurante disse que sabia que o Sr. Engel era “alguém” só porque ele olhou para ele daquele jeito desgostoso, meio que desfazendo do garçom. Ou seja, todo rico faz isso, despreza as pessoas, os trabalhadores; isso era costumeiro para ele. Essa pequena observação já coloca o personagem num estado emocional bem claro: ele está destruído por dentro, mas o hábito da classe fala mais alto do que a dor.
E justamente por isso, quando ele entra no jogo e começa a falar demais, eu fiquei um pouco irritado. O senhor Engel ficou muito falastrão no jogo, e isso me deixava nervoso, totalmente oposto do personagem sem esperança no começo do filme, que era justamente o seu maior trunfo. Aquela melancolia inicial tinha muito mais força dramática do que o excesso de falação no meio da trama
Quando a trama começa a envolver o trio que cruza o caminho dele, o filme ganha outra dinâmica. Douglas Fairbanks Jr. tem uma presença sempre competente e ritmada, funcionando bem dentro do tipo de personagem que interpreta.
Mas aqui entra o ponto que a sinopse fez parecer de outro jeito: ela me fez crer que o personagem dele teria algum tipo de redenção — algo que eu fiquei esperando o filme inteiro — e isso simplesmente não acontece. Ele é um cuzão o filme inteiro. Mesmo ajudando o Sr. Engel no final, essa ajuda não apaga o egoísmo dele, que permanece constante ao longo da história.
Ao lado dele, Rita Hayworth ilumina a tela. Ela já estava bela nesse filme, mesmo ainda longe do seu auge de beleza e do auge do seu estrelato que viria anos seguintes. É impossível não reparar nela sempre que aparece; e mesmo assim, ainda é só um prenúncio da estrela gigante que ela viria a ser, com naturalidade e charme de sobra.
Mas quem realmente dá um peso diferente à história é Thomas Mitchell. Como sempre, ele é um coadjuvante de luxo, daqueles que nunca passam despercebidos. Ele sempre entrega performances de excelência, e apesar de eu nunca ter visto ele como principal em um filme, ele sempre se destaca como coadjuvante, isso é um fato. Não tem como não lembrar do seu ano de 1939, onde além de …E o Vento Levou, atuou também em Mr. Smith Goes to Washington (A Mulher Faz o Homem), de Frank Capra, Stagecoach (No Tempo das Diligências), filme pelo qual recebeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, entre outros. Em Angels Over Broadway, ele dá ao filme o tipo de humanidade que faz toda diferença.
O personagem do Sr. Engel, vivido por John Qualen, também funciona muito bem, mesmo com os momentos em que o roteiro parece não saber se ele é silencioso ou tagarela. Qualen transmite muito com o olhar, com a postura cansada, com o desgaste emocional. Ele é o coração ferido da história, e é por ele que tudo se movimenta.
Mas ainda assim, algumas coisas ficaram me incomodando. Eu senti falta do personagem do O'Brien e da Nina terem o devido conhecimento da carta de suicídio de Mr. Engel, e também senti falta de Mr. Gibbons no final, no desfecho do filme. Parece que personagens importantes ficam sem o fechamento que mereciam. Isso contribui para a sensação de que o filme corta algumas pontas que deveriam ser amarradas.
E isso me leva ao último ponto: eu senti o final um pouco anticlimático, mesmo com o desejo positivo para o casal e para o senhor Engel.
No fim das contas, Angels Over Broadway é bom, tem ótimos atores, bons momentos, boas ideias, e entrega uma experiência agradável. Mas, como eu disse ao longo do texto, eu esperava um pouco mais. A sinopse me deu a impressão de que seria um filme mais intenso, mais completo, com uma jornada moral maior — especialmente no caso do personagem de Fairbanks Jr. Ainda assim, é mais que mediano; é um filme bom, sólido, competente — só não chega a ser ótimo como eu pensei que seria.
Assistido em 19/11/2025
O final corrido do filme comprometeu a percepção positiva que tive ao longo da trama. O personagem de Douglas Fairbanks Jr. é desprezível.
Filme 180/2024
Visto em 21/12/24
Comédia Dramática curta e bem dirigida por Ben Hecht (que escreveu o SCARFACE de Hawks) .O trio principal é ótimo (Fairbanks com seu estilo naturalista , Rita adorável e sincera e Mitchell roubando a cena mesmo fazendo um bêbado pela enésima vez) e só mesmo
o forçado final feliz
Aventura policial de humor negro da Columbia Pictures indicada ao Oscar de melhor roteiro original. Ben Hecht (1894-1964), que co-dirigiu (com o diretor de fotografia Lee Garmes), co-produziu e escreveu o roteiro. Douglas Fairbanks Jr. (1909-2000) co-produziu, ajudando a persuadir Harry Cohn (1891-1958) da Columbia a financiar. Cohn deu a eles Rita Hayworth (1918-1987), em seu primeiro papel principal em um filme "A".
Jean Arthur recebeu o papel de Nina Barone, mas recusou. Walter Baldwin (Rennick) e Stanley Brown (Mestre de cerimônias) são listados por uma fonte moderna como membros do elenco para esses papéis, mas eles não apareceram ou não foram identificáveis no filme. Este foi apenas o 5° de 7 filmes dirigidos por Ben Hecht, já que ele se notabilizou mais como escritor e roteirista.
É o filme de um escritor famoso, então há diálogos inteligentes e retratos psicológicos interessantes em cena, mesmo que teatrais. Agora, o resultado não é um filme noir nem uma comédia, é algo intermediário que pode agradar aos fãs de Rita Hayworth ou aos curiosos amantes do cinema.
Filme muito bacana. O inicio do longa começa arrastado e super chato. Mas quando a Rita Hayworth aparece, Muda tudo o filme ganha um outro ritmo. Com ela ajudando a tramar contra o aparente pobre coitado que esta a beira de tentar o sucidio. É bem legal ver a mudança de personalidade dos personagens ao longo filme. Em resumo não é uma obra prima do Noir. Mas de qualquer maneira é um filme bem divertido.