Quando adulto, Arthur Parkinson resolve refletir sobre seu passado e os acontecimentos mais importantes de sua juventude, da época que ainda estava no colégio. Com isso, ele relembra o doloroso divórcio dos pais, seu primeiro relacionamento amoroso e a misteriosa morte de sua querida babá.
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Não consegui conectar muito com os dramas do filme, a história se divide entre muitos personagens e parece que não consegue desenvolver ninguém muito bem. E quando termina parece que a maioria dos plots não foi pra lugar nenhum. Atuações são boas pelo menos.
É um drama pesado, mas muito bem feito. A forma como o filme lida com a dor e as consequências de uma tragédia é intensa e profundamente emocional. As atuações são sólidas, especialmente de Sam Rockwell. É um filme que te deixa refletindo por um bom tempo depois.
Esse filme me trouxe uma experiência diferente, são várias partes paralelas que vamos acompanhando sem parecer tem uma história central, mas bem conduzidas.
O ar frio e melancólico preenche as cenas nesse drama familiar bastante intenso.
Durante boa parte de “Snow Angels”, vai ficar difícil tentar desvendar do que este filme trata. Na maior parte das cenas, seguimos a rotina diária daqueles que trabalham em um restaurante chinês – em especial, os seus problemas pessoais, o relacionamento dentro do ambiente de trabalho e, como muitas vezes, as maiores questões das vidas de todos eles acabam se confundindo com o lado profissional. O filme só começa a esquentar mesmo a partir do primeiro ponto de transição desta história:
uma pequena tragédia que irá afetar todos eles.
Mesmo assim, quando isto acontece, o diretor e roteirista David Gordon Green já perdeu a atenção completa de sua plateia. Assistir “Snow Angels” é ficar pronto para se distrair em vários momentos, para não se importar com estes personagens e para encarar um roteiro que é altamente previsível a partir do momento em que os grandes conflitos vão se desenrolando. Fica fácil saber aonde a tragédia irá atingir seu ponto mais alto. O impressionante – e difícil de aceitar mesmo, no caso de alguns personagens deste longa – é perceber o quão facilmente a vida continua após ela acontecer.
Snow Angels começa promissor, David Gordon Green conduz muito bem as cenas de diálogos quase "baumbachianos" e também constrói um clima crescente de tensão a la Gus van Sant.
Porém, no final do segundo ato, quando há um acontecimento que deveria fazer a vida de todos os personagens mudar drasticamente, tal impacto parece não atingi-los e tampouco me emocionou o quanto esperado.
Uma panela de água fervendo é a analogia perfeita para Snow Angels, porém, quando a água vai começar a borbulhar, alguém apaga o fogo.