Em meio ao tumulto entre o Xogunato e entusiastas do Império, Kiyokawa Hachiro é um ambicioso estrategista cuja verdadeira motivação é desconhecida por todos. Por conta de uma absolvição concedida pelo Xogum, recebe a missão de organizar um exército de camponeses para defender seus interesses. Sasaki é encarregado de vigiar o misterioso espadachim.
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Foi uma dificuldade grande encontrar este filme, e no fim, fico na duvida se compensou.
Não há duvida alguma que a estética que Masahiro Shinoda trabalha em seus filmes, é maravilhosa. Em Ansatsu não é diferente. O roteiro é muito intrigante. Um homem comum, mercenário, que consegue arranjar dinheiro e status, se beneficiando da crise civil e politica do momento. Mas infelizmente a construção do filme não é das melhores. O enredo é bastante confuso, com diversos flashbacks que entram e saem da cena com uma organização falha, dificultando muito a clareza dos fatos. No final, você acaba nem sabendo o que ocorreu com alguns dos diversos personagens incluídos na trama.
Meio difícil de acompanhar, então acredito que uma revisão será bem vinda. Imagino que vá melhorar a já boa experiência que tive. Assassination é uma aula de mise en scène, com todo o elenco encaixado perfeitamente, além de incríveis movimentos de câmera, que tornam o filme em algo bem elegante. Os flashbacks também são bem vindos e ajudam a criar a lenda. Só confesso que demorei para entender o conceito político que havia. Mas é um filme muito bem dirigido e talvez, se eu comprar a edição da Versátil, eu possa assistir de novo.
Direção elegante.
Aparentemente Shinoda pegou os filmes de samurai do Kurosawa e imprimiu em suas sagas sobre poder, uma espécie de noir japonês, com muito jogo de sombras e flashbacks enfim, cinema lotado de elegância estética. Confesso que o roteiro me confundiu um bocado.
Terceiro filme do Shinoda que assisto e não me decepciono. Aliás, dos três, esse é o melhor. Longa de samurai de primeira, esteticamente lindo e com um roteiro fragmentado, a frente do seu tempo. Kiyokawa Hachiro - personagem histórico - é um exímio ronin e estrategista. É o final do século XIX e o Xogunato e o Império estão em pé de guerra por conta da invasão estadunidense na ilha que estava há quase trezentos anos isolada do resto do mundo. Hachiro se aproveita do momento para traçar um ambicioso plano de poder e influência, jogando dos dois lados.
O grande trunfo, de fato, é a narrativa fragmentada, onde a personalidade de Hachiro é revelada através de diversos flashbacks do ponto de vista de inúmeros personagens. A fotografia em preto e branco é de cair o queixo e as cenas de luta estão entre as melhores dos filmes de samurai da época. Todas muito bem coreografadas e filmadas. Além de tudo isso, nos últimos minutos de filme, Shinoda saca uma câmera subjetiva e acompanhamos o restante do filme através dos olhos de personagem X. Ousado e perfeccionista, Shinoda cada vez mais vem ganhando meu respeito.