Tedioso, chato, e pobre! Filme raso de enredo com raras e vazias falas. Daqueles filmes que tenta mostrar uma solitude e melancolia chata sem qualquer maior profundidade. E, como a colega abaixo. Tbm tive essa sensação de "vamos gravar qualquer coisa aproveitando o Acapulco?". E um drama seria muito bom pois a camera fica parada comendo filme e não precisamos muito sair pra vários lugares como num filme de ação ou comédia. rs
Me desapego muito em relação aos desdobramentos pois sim, existe um quê de exagero nas reviravoltas (apesar de não achar tão absurdo assim) mas sem interferir no esqueleto, na estruturação do filme em si. Fui surpreendido por uma base extremamente consistente no que tange a sua construção. É um filme que coloca o espectador em um lugar de julgamento mas também em um lugar ambíguo. Aliás, ele caminha assim até seu final e é isso que o torna tão distinto e interessante, no meu ponto de vista. Se nota uma direção cuidadosa com cada detalhe apresentado mesmo que isso signifique brincar com o que se enxerga como absurdo.
Vários simbolismos, dúvidas, questões entre relações, intenções… filme bem rico mesmo. No fim, me desprendo dos equívocos e me apego à forma. Franco já entregou trabalhos bem fortes e esse, mesmo mais contido, se mostra bastante coeso no seu andar. Tim Roth impecável, mais uma vez.
Muito bom!! No começo faz vc pensar através de uma leitura sociológica das coisas: digamos, uma visão macro, uma grande angular. Isto se dá pq temos uma família branca nitidamente abastada passando férias num resort de alto padrão no México..Contrasta, muito fortemente, a riqueza, o ar blasé de uma elite acostumada a ser servida com os traços próprios dos povos latinos que figuram como serviçais dos donos do mundo. O elemento que não se encaixa a esse prisma é justamente Neil, personagem central da trama o qual estabelece uma tensão em seu nítido desajuste a este estilo de vida. Daí, que a mirada mais ampla, sociológica, possa ser uma chave de leitura, contudo, a obra parece revelar-se melhor pela individualidade de Neil. Nele reside a força dissonante e robusta que ao negar, ao colocar em crise sua vida na metrópole longínqua escolhe o mar e o amor que provém de uma jovem local. Seu mal estar parece apontar para o sangue, a riqueza de sua família é fruto de abatedouros de porcos. Ora, isso, pode ser entendido como simbolizando a violência e a morte do qual ele herdeiro natural deste império poderia se valer, mas não o faz na medida em que o renega. O sangue que constrói sua fortuna, e numa chave mais ampla o poderio econômico de países ricos é fruto de exploração, violência e muito sangue derramado. Isso talvez explique, em partes, ao menos, sua crise particular, seu profundo mal estar íntimo.
Tedioso, chato, e pobre!
Filme raso de enredo com raras e vazias falas. Daqueles filmes que tenta mostrar uma solitude e melancolia chata sem qualquer maior profundidade.
E, como a colega abaixo. Tbm tive essa sensação de "vamos gravar qualquer coisa aproveitando o Acapulco?". E um drama seria muito bom pois a camera fica parada comendo filme e não precisamos muito sair pra vários lugares como num filme de ação ou comédia. rs
Me desapego muito em relação aos desdobramentos pois sim, existe um quê de exagero nas reviravoltas (apesar de não achar tão absurdo assim) mas sem interferir no esqueleto, na estruturação do filme em si. Fui surpreendido por uma base extremamente consistente no que tange a sua construção. É um filme que coloca o espectador em um lugar de julgamento mas também em um lugar ambíguo. Aliás, ele caminha assim até seu final e é isso que o torna tão distinto e interessante, no meu ponto de vista. Se nota uma direção cuidadosa com cada detalhe apresentado mesmo que isso signifique brincar com o que se enxerga como absurdo.
Vários simbolismos, dúvidas, questões entre relações, intenções… filme bem rico mesmo. No fim, me desprendo dos equívocos e me apego à forma. Franco já entregou trabalhos bem fortes e esse, mesmo mais contido, se mostra bastante coeso no seu andar. Tim Roth impecável, mais uma vez.
Muito bom!! No começo faz vc pensar através de uma leitura sociológica das coisas: digamos, uma visão macro, uma grande angular. Isto se dá pq temos uma família branca nitidamente abastada passando férias num resort de alto padrão no México..Contrasta, muito fortemente, a riqueza, o ar blasé de uma elite acostumada a ser servida com os traços próprios dos povos latinos que figuram como serviçais dos donos do mundo. O elemento que não se encaixa a esse prisma é justamente Neil, personagem central da trama o qual estabelece uma tensão em seu nítido desajuste a este estilo de vida. Daí, que a mirada mais ampla, sociológica, possa ser uma chave de leitura, contudo, a obra parece revelar-se melhor pela individualidade de Neil. Nele reside a força dissonante e robusta que ao negar, ao colocar em crise sua vida na metrópole longínqua escolhe o mar e o amor que provém de uma jovem local. Seu mal estar parece apontar para o sangue, a riqueza de sua família é fruto de abatedouros de porcos. Ora, isso, pode ser entendido como simbolizando a violência e a morte do qual ele herdeiro natural deste império poderia se valer, mas não o faz na medida em que o renega. O sangue que constrói sua fortuna, e numa chave mais ampla o poderio econômico de países ricos é fruto de exploração, violência e muito sangue derramado. Isso talvez explique, em partes, ao menos, sua crise particular, seu profundo mal estar íntimo.
A vida simplesmente sendo contada como ela é.Roth no protagonismo só aumenta a intensidade do drama.Um conto bastante reflexivo.
>Maratona Charlotte Gainsbourg - Assistido em 11 de Janeiro de 2025
uma força brutal chamada Tim Roth