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Data de lançamento
22 Out. 2025Duração
Um garoto viajante do tempo chamado Arco aterrissa acidentalmente no presente, onde uma garota, Iris, tenta ajudá-lo a retornar ao ano 3000.
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Delícia de filme!
Curti bastante o filme como um todo e em especial o final! Faz um bem danado assistir filmes de animação que não são da Disney, Pixar, Ghibli ou outros estúdios famosos
Os personagens e o movimento deles me lembra as animações de rotoscopia como a da animação de O Hobbit.
esse filme me estraçalhou. altamente recomendado para olhares sensíveis!
O trailer engana bem! A animação é bonita, mas nada demais, é apenas um bom passatempo.
É claro que eu ia chorar por causa de um
robô
"Arco" é estranho. É estranho porque parece Ghibli, mas não é; parece infantil, mas não é; parece que te dará respostas, mas não dá. E foi exatamente por essa coragem de ser estranho que eu gostei do filme. Acima de tudo, pela coragem de investir em uma ambientação bucólica e em uma trama melancólica.
Isso é um diferencial.
Nesse sentido, das três questões que eu apontei no começo, o "fator Ghibli" é o que mais se deteriora, pois "Arco" tem sim algo do aclamado estúdio japonês: a lição de que nem sempre você precisa dar respostas a tudo. E conhecendo bem como funciona a escola de cinema francesa — que leva às últimas consequências essa questão da falta de respostas óbvias —, acredito que "Arco" conseguiu mesclar muito bem os ensinamentos trazidos pela animação japonesa com a base do cinema francês.
Posso até dizer que "não tem a magia do Hayao Miyazaki" (COMO teria???), mas tem ali uma singeleza, uma pureza, um grito contido, um choro velado que explode nas cores sóbrias deste filme. Esse é um ponto curioso: o arco-íris de "Arco" é pálido. Percebeu isso? O colorido é sereno como se a paleta de cores representasse a gravidade que envolve esse mundo de 2075 — e para onde claramente estamos indo.
Em uma realidade de 2026 onde as pessoas estão imersas de tal forma nas telas que se tornaram incapazes de tirar 30 segundos para apreciar o céu, "Arco" é um pedido de respiro; um clamor para olharmos para o céu e vermos uma magia que nenhuma tela consegue capturar. É sobre memórias, saudade e redescoberta do que é ser família. É sobre Isaac Asimov, Philip K. Dick e Arthur C. Clarke. É sobre a inspiração que vem da capacidade de parar e refletir.