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Duração
Com fotografia deslumbrante de Mário Carneiro, que co-dirige o filme, e texto do jornalista Claudio Mello Souza, o documentário mostra as transformações sociais e as interferências nas formas primitivas de vida de pescadores do vilarejo de Arraial do Cabo, no litoral do Estado do Rio de Janeiro. A Fábrica Nacional de Álcalis, que se instalou no local, causa a morte dos peixes, o que faz com que muitos integrantes da comunidade partam em busca de trabalho. Os modos tradicionais de produção se chocam com os problemas da industrialização. Gravuras de Oswaldo Goeldi abrem o filme.
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li que é o começo do cinema novo, e começou muito bem, linda fotografia e trilha sonora. documentário se misturando com ficção, adoro esses retratos de pessoas comuns
Este documentário é interessantíssimo por trabalhar com dois tempos distintos de uma mesma realidade convergente. Nada mais é do que o espaço técnico-científico, teoria que Milton Santos em breve começaria a desenvolver.
Os diretores contrapõem as cenas de forma muito bela e melancólica. Gostei do enfoque e como foi tratado, mesmo sem ter muita narrativa verbal. Só não consegui ficar assistindo enquanto os peixes morriam.
Me fez pensar um tanto em DRIFTERS, do John Grierson, mas, sem dúvida, o filme que mais pareia com este é ARUANDA, tanto no que foi dito por uma estudiosa como sincronicidade na questão da identidade brasileira quanto no que tange à ficcionalização documental que ambos levam a cabo. Saraceni e seu fiel fotógrafo Carneiro estão em estado de graça aqui, invertendo a tônica progressista (no sentido técnico-desenvolvimentista do termo) e oferecendo uma obra que parece um documentário de terror, de tão pungente que é em sua denúncia: maravilhoso! (WPC>)
Linda fotografia.